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Surto de vírus respiratórios: especialista alerta para sinais de bronquiolite que exigem atendimento imediato

Com aumento da circulação do VSR e da influenza durante o inverno, especialista do Hospital Mater Dei Goiânia explica quem corre mais risco, os sintomas de alerta e como prevenir casos graves

Assessoria 21/07/2026
Surto de vírus respiratórios: especialista alerta para sinais de bronquiolite que exigem atendimento imediato
Médica intensivista pediátrica Thais Miyagui, do Hospital Mater Dei Goiânia - Foto: Assessoria

O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás acompanha a sazonalidade dos vírus respiratórios e acende um alerta, principalmente para famílias com crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. Entre os principais agentes está o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, doença que pode evoluir para quadros graves e até exigir internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo a médica intensivista pediátrica Thais Miyagui, do Hospital Mater Dei Goiânia, o crescimento dos casos é esperado durante os meses de outono e inverno, quando as temperaturas mais baixas e a permanência em ambientes fechados favorecem a transmissão dos vírus.

"Esse aumento é esperado no período de sazonalidade dos vírus respiratórios. A maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorece a transmissão do vírus sincicial respiratório, da influenza e de outros vírus respiratórios. Como consequência, observamos um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave", explica.

Embora o VSR seja o principal responsável pela bronquiolite em lactentes, a especialista ressalta que outros vírus também podem provocar a doença, como rinovírus, metapneumovírus humano, adenovírus, parainfluenza, influenza e coronavírus. Em todos esses casos, o tratamento é predominantemente de suporte, com hidratação, controle da febre, lavagem nasal, fisioterapia respiratória e oxigenoterapia quando indicada.

Bebês e idosos exigem atenção

Os bebês, principalmente menores de seis meses, estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da infecção. Prematuros, crianças com cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, alterações neurológicas ou imunodeficiência também apresentam maior risco. Entre os adultos, idosos e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial.

A médica orienta que pais e responsáveis procurem atendimento imediatamente caso a criança apresente respiração rápida ou com esforço, afundamento das costelas, lábios arroxeados, pausas respiratórias, sonolência excessiva ou dificuldade para mamar e se hidratar.

Nos adultos e idosos, os principais sinais de alerta incluem falta de ar, dor no peito, queda da saturação de oxigênio, febre persistente acompanhada de piora clínica e confusão mental, manifestação que pode ser um dos primeiros sintomas em pacientes mais velhos.

Apesar da preocupação, Thais destaca que a maioria das crianças evolui bem. A internação em UTI costuma ser necessária apenas quando há insuficiência respiratória importante, necessidade de suporte ventilatório avançado, hipoxemia persistente, apneias ou comprometimento significativo da alimentação e hidratação.

Prevenção reduz casos graves

Além dos cuidados básicos, como higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e evitar contato de recém-nascidos com pessoas gripadas, a médica destaca os avanços na prevenção do VSR.

"O nirsevimabe representa um importante avanço para proteger lactentes durante a primeira temporada de circulação do vírus, enquanto o palivizumabe permanece indicado para grupos específicos de maior risco. A vacinação materna contra o VSR, quando disponível, também contribui para proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida", afirma.

Ela reforça ainda que a vacinação contra a influenza continua sendo essencial para reduzir hospitalizações e mortes entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

No Hospital Mater Dei Goiânia, equipes multidisciplinares atendem pacientes adultos e pediátricos com doenças respiratórias graves por meio de protocolos assistenciais baseados em evidências, unidades de terapia intensiva equipadas e suporte ventilatório de alta complexidade.

Para a especialista, o principal recado é não ignorar os sinais de agravamento. "Ao surgirem sinais de dificuldade respiratória, é importante procurar atendimento médico precocemente. O diagnóstico e o tratamento oportunos podem evitar a progressão para formas graves da doença."