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Paes oficializa candidatura ao governo do Rio e critica oposição
Ex-prefeito se posiciona contra o crime organizado e critica atual administração
Durante a convenção estadual, também foram confirmados os nomes de Jane Reis, como candidata a vice-governadora; e do deputado federal Pedro Paulo, como candidato ao Senado.
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, nesta segunda-feira (20), a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro. Durante a convenção estadual da legenda, o ex-prefeito da capital afirmou que "não vai se acovardar diante do crime organizado" que o estado vive o seu pior momento da história, "fruto de uma crise política e institucional sem precedentes".
Paes também elevou o tom ao atacar a oposição, fazendo críticas ao governo de Cláudio Castro (PL) e as ligações do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), Rodrigo Bacellar, com o Comando Vermelho (CV).
"[…] O ex-governador Cláudio Castro foi cassado; o ex-presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, foi preso. Isso não é um grupo político, é uma facção criminosa."
Governo do Rio de Janeiro
Desde março de 2026, o governo do Rio de Janeiro é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado — candidatura da qual acabou desistindo depois de ser alvo de sucessivas operações da Polícia Federal (PF). A mudança ocorreu também porque o então vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Na linha sucessória, o próximo seria o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, mas ele está preso preventivamente desde a Operação Unha e Carne, que investiga o suposto repasse de informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes do Comando Vermelho. O Partido Liberal quer que o atual presidente da ALERJ, deputado estadual Douglas Ruas (PL), assuma o governo do estado.
É a terceira vez que Eduardo Paes disputa o cargo de governador do Rio de Janeiro, com a primeira sendo em 2006 e a segunda em 2018, em que perdeu para o ex-governador Wilson Witzel. Hoje, o ex-prefeito tem seu principal adversário, Douglas Ruas, enfrentando outras crises de imagem. A mais recente, a desistência do então vice de chapa, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP).
Outro adversário será o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que se definiu pré-candidato pelo Republicanos. Tendo exercido já o cargo de 1999 a 2002, Garotinho foi escolhido por unanimidade por dirigentes do partido.
Garotinho, antes inelegível, teve sua condenação anulada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Chequinho. O ex-governador tinha sido condenado pela Justiça Eleitoral a 13 anos de prisão sob a acusação da compra de votos nas eleições municipais de 2016 em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.
Por Sputinik Brasil
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