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Calor extremo na Europa gera grave crise energética e perdas no PIB da UE, informa mídia
Efeito das altas temperaturas e seca impacta economia europeia
O calor extremo e persistente tem perturbado os setores de energia e transporte na Europa, com os rios secos impedindo a navegação de barcaças e elevando os preços do transporte de combustível, carvão e outros bens, escreve um portal ocidental.
O portal exemplifica que as temperaturas elevadas dos rios forçaram os reatores nucleares franceses a reduzir a produção de eletricidade, devido às limitações de resfriamento.
"O clima extremo está aumentando os desafios energéticos do continente, elevando as pressões inflacionárias e ameaçando o crescimento econômico, juntamente com as contínuas interrupções decorrentes da crise no estreito de Ormuz", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, a interrupção da navegação no rio Reno, a artéria de carga mais vital do continente, já elevou os custos de transporte de diesel em mais de 50% em apenas uma semana, enquanto as barcaças devem navegar apenas parcialmente carregadas, atrasando as entregas e inflacionando os preços.
As perdas econômicas estão aumentando rapidamente, com uma onda de calor no verão custando à Alemanha mais de € 6 bilhões (R$ 35,19 bilhões), e analistas alertam que a produção industrial pode encolher 1,5%, puxando o PIB para baixo à medida que a inflação sobe.
Com previsões de múltiplas ondas de calor superiores a 35 °C a cada verão e potenciais danos anuais superiores a € 20 bilhões (R$ 117,30 bilhões), a Europa enfrenta um novo e sombrio normal de escassez recorrente de energia, caos na cadeia de suprimentos e tensão econômica cada vez maior, conclui a reportagem.
Anteriormente, Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo, afirmou que o Reino Unido e a União Europeia (UE) abriram mão da energia russa, que era acessível e confiável, e agora não têm dinheiro para usar ar-condicionado.
Moscou tem afirmado repetidamente que o Ocidente cometeu um grave erro ao cessar a compra de recursos energéticos russos e que acabará se tornando ainda mais dependente de suprimentos mais caros. As autoridades russas sustentam que aqueles que rejeitaram essas importações continuam a adquirir carvão, petróleo e gás russos por meio de intermediários e a preços mais altos.
Por Sputinik Brasil
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