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Cuba amplia incentivos aos pagamentos digitais e flexibiliza uso de dinheiro em espécie
Novas medidas visam modernizar o sistema financeiro cubano
Em mais uma medida para modernizar o sistema financeiro do país, o Banco Central de Cuba anunciou um novo pacote de medidas para ampliar o uso de pagamentos digitais no país. Além disso, a instituição flexibilizou as restrições ao uso de dinheiro em espécie nas transações entre empresas e demais agentes econômicos.
As mudanças buscam facilitar o acesso da população à compra de bens e serviços, além de tornar mais eficiente a circulação de dinheiro em um cenário de elevada demanda por cédulas, superior à capacidade de atendimento do sistema bancário cubano.
Uma das principais alterações suspende regras em vigor desde 2023 que limitavam os pagamentos em dinheiro entre agentes econômicos a 5 mil pesos cubanos (R$ 1 mil). A partir de agora, o volume de recursos em espécie autorizado será definido individualmente entre cada banco e seu cliente.
Ao mesmo tempo, o governo pretende acelerar a digitalização das operações financeiras. A partir de 1º de agosto, os bancos iniciarão a implantação gradual do crédito instantâneo para pagamentos realizados por meio da plataforma Pago en Línea. Como incentivo ao sistema, a comissão cobrada dos estabelecimentos comerciais por transações na plataforma será reduzida de 1,5% para 0,8%.
O Banco Central ressaltou que, apesar da flexibilização do uso de dinheiro em espécie, a estratégia do governo continua voltada à expansão dos meios digitais de pagamento.
As medidas integram o pacote de 176 reformas econômicas anunciado em junho pelo primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz. O programa prevê a modernização do sistema financeiro cubano, a criação de um mercado digital de moedas, a legalização de casas de câmbio privadas e a redução gradual de mecanismos de controle centralizado da economia, mantendo o modelo socialista do país.
Entre sanções e apagões
No final de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou novas sanções contra cinco entidades estatais cubanas, incluindo empresas ligadas ao conglomerado militar Gaesa. Além disso, a Suprema Corte dos EUA abriu caminho para que empresas do país, como a ExxonMobil, possam processar Cuba por propriedades nacionalizadas após a revolução.
Especialistas já apontaram à Sputnik Brasil que essas reformas podem ser vistas como uma forma de o governo cubano "agradar" e sensibilizar a Casa Branca a repensar as sanções ao país, em especial o bloqueio ao petróleo.
Por Sputnik Brasil
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