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Exportações brasileiras para China, Europa e Índia superam queda para os EUA em 2026
Dados mostram crescimento significativo nas vendas externas
As exportações brasileiras para China, Europa e Índia superaram em seis vezes a queda das vendas para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, alcançando R$ 16,1 bilhões contra R$ 2,6 bilhões, respectivamente.
A afirmação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, que falou à imprensa nesta sexta-feira (17/7), após anunciar um pacote de R$ 130 milhões, a partir de agosto, destinado a apoiar empresas brasileiras na diversificação de destinos de vendas ao exterior, reduzindo os impactos das tarifas recentemente impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo Müller, o primeiro tarifaço imposto pelos EUA, em abril e agosto do ano passado, já havia provocado uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,33 bilhões) nas exportações para os EUA.
Ele avaliou que a balança comercial passou a favorecer o Brasil a partir das medidas adotadas pelo governo desde 2025, com a abertura de novos mercados para produtos nacionais.
As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram citadas pelo presidente da agência como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, minimizando a dependência em relação aos estadunidenses.
O dirigente ressaltou que a maioria das empresas exportadoras que buscam apoio da Apex conseguiu resistir ao primeiro tarifaço e expandir seus negócios no exterior.
"72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA e que são apoiadas pela ApexBrasil já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas adicionaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações", declarou Müller.
Investimentos abarcam 57 setores da economia
O pacote conta com a parceria de 57 setores econômicos do país e 2,4 mil empresas exportadoras, explicou Müller:
"A expansão para outros mercados já está em andamento. O que vamos trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades, considerando um novo cenário do comércio internacional".
Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.
"São países de alto crescimento e desenvolvimento, que têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento, e estão crescendo a 7% ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, que demanda produtos que o Brasil pode oferecer", acrescentou o presidente da ApexBrasil.
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