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Presidente da ApexBrasil promete plano de R$ 130 mi para diversificar mercados após tarifaço

Estratégia será anunciada em agosto e envolve parcerias com o setor privado.

Estadao Conteudo 17/07/2026
Presidente da ApexBrasil promete plano de R$ 130 mi para diversificar mercados após tarifaço
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, anunciou que, em agosto, lançará um plano de diversificação de mercados para produtos afetados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, conforme comunicado na última quarta-feira, dia 15.

“Nós reservamos R$ 130 milhões, vamos trabalhar junto com as 57 entidades do setor privado com as quais temos parceria. Teremos uma estratégia de diversificação específica que será anunciada já nos primeiros dias de agosto”, declarou o presidente da ApexBrasil durante entrevista coletiva sobre o tarifaço nesta sexta-feira, dia 17.

Müller ressaltou que as tarifas impactam não apenas a inflação americana, mas também o fluxo comercial entre os dois países. Ele exemplificou com o caso do mel orgânico, enfatizando que 85% do mel importado pelos EUA provém do Brasil, o que levou à isenção dessa tarifa. Outros setores mencionados incluem o granito – com o Brasil respondendo por 36%% do produto adquirido pelos EUA – e a madeira, cuja participação brasileira atinge 30%% do total importado pelos americanos.

“Esse aumento de tarifas atrapalha as empresas americanas e gera impacto nos preços, resultando em inflação nos Estados Unidos. Por exemplo, não há como o americano, que conta com 30%% do seu suprimento de madeira para construção proveniente do Brasil, buscar alternativas de forma rápida”, argumentou.

Segundo Müller, na declaração inicial do governo americano, aproximadamente US$ 20 bilhões das exportações brasileiras estariam isentas, valor que posteriormente foi expandido para US$ 23 bilhões.

“Vamos continuar o trabalho em conjunto com o setor privado brasileiro, com as empresas e entidades, na diversificação, além de manter o diálogo com as empresas e entidades americanas, com o objetivo de aumentar as isenções nos Estados Unidos”, concluiu.