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Abicalçados vê retrocesso em tarifaço no setor e revisa para baixo projeção de exportações

Setor calçadista enfrenta desafios com tarifa adicional dos EUA.

Estadao Conteudo 16/07/2026
Abicalçados vê retrocesso em tarifaço no setor e revisa para baixo projeção de exportações
Abicalçados

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) manifestou preocupação com a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de produtos brasileiros, incluindo calçados.

Com a nova tarifa, a Abicalçados revisou sua projeção para as exportações totais de calçados em 2026, estimando uma queda média de 7,1%, o que representa uma piora de 3,5 pontos porcentuais em relação à previsão anterior, que indicava uma retração de 3,6%.

A decisão americana foi tomada no âmbito de investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O setor calçadista não foi incluído na lista de produtos com exceções previstas na medida.

"A aplicação desta tarifa adicional reduz significativamente a competitividade do calçado brasileiro nos Estados Unidos e inviabiliza muitas operações que vinham sendo retomadas desde o fim da tarifa adicional de 40%, em fevereiro deste ano", afirmou o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. Ele ressaltou que a medida penaliza também importadores, marcas, varejistas e consumidores americanos.

A Abicalçados informou que atuou em articulação com o governo federal e entidades do setor nos EUA e participou de audiência pública do USTR em 7 de julho, em Washington, apresentando argumentos sobre os impactos da tarifa. A entidade destacou que os EUA consomem mais de 2 bilhões de pares de calçados por ano e produzem cerca de 20 milhões de pares.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.