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Indústria brasileira repudia nova taxação dos EUA

Medida de 25% afeta diversos setores da indústria nacional

Agência Brasil 16/07/2026
Indústria brasileira repudia nova taxação dos EUA
Indústria brasileira se opõe à nova taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos nacionais.

O governo dos Estados Unidos anunciou na madrugada (horário de Brasília) desta quinta-feira (16) uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros. As entidades que representam diversos setores da indústria brasileira reagiram fortemente à medida determinada pelo presidente Donald Trump.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou comunicado lamentando “com profunda preocupação a aplicação de uma sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano”.

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“A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país concorrentes nacionais”, diz a Fiesp.

A entidade reafirmou também o "seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto com os parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções".

Fiemg

Quem também se manifestou sobre a tributação norte-americana foi a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“A Fiemg manifesta profunda preocupação com o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros”.

Na sua manifestação, a Fiemg reforçou a "importância do diálogo e da cooperação entre os países, especialmente num momento em que se exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais". A entidade declarou ainda que os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o Brasil, “em especial para a indústria manufatureira nacional”.

CNI

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), também criticou a aplicação das taxas contra o Brasil, determinada pelo governo dos EUA.

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduzem suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro trimestre”, afirmou Alban.

"Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que o Brasil e os Estados Unidos construíram", acrescentou.

Tarifaço

O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil para aquele país, na madrugada de hoje, horário de Brasília. A decisão entrará em vigor a partir de 22 de julho e incidirá sobre produtos que não estão na lista de exceção.

Ficaram de fora produtos como café, suco de laranja, carne bovina, aeronaves, entre outros. A lista de produtos isentos chega a mais de 2 mil itens, que não são sobretaxados por terem muita importância no mercado norte-americano e por não serem produzidos em larga escala pela indústria do país.