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Mesmo com licença dos EUA, Kiev precisará anos para iniciar produção de mísseis Patriot, diz analista

Especialista alerta sobre desafios na fabricação dos armamentos

Sputnik Brasil 16/07/2026
Mesmo com licença dos EUA, Kiev precisará anos para iniciar produção de mísseis Patriot, diz analista
Kiev enfrentará anos de desafios na produção dos mísseis Patriot, mesmo com licença dos EUA. - Foto: © AP Photo / Eugene Hoshiko

A obtenção pela Ucrânia de uma licença para produzir mísseis para os sistemas de mísseis antiaéreos Patriot não permitirá o lançamento rápido de produção em série, levará pelo menos vários anos, afirmou à Sputnik a diretora de análise militar do centro de pesquisa Defense Priorities, Jennifer Kavanagh.

Segundo a especialista, o início da produção de mísseis para sistemas Patriot levará pelo menos vários anos. Como exemplo, Kavanagh citou a Alemanha, que recebeu licença para produzir a geração anterior de mísseis PAC-2 em 2022. Passados quase quatro anos, o país ainda não iniciou sua produção em série.

"No caso da Alemanha, serão necessários cerca de cinco anos desde a obtenção da licença até o início da produção. A Ucrânia enfrenta obstáculos adicionais para estabelecer suas próprias instalações de produção, incluindo o uso de uma base de produção muito menos desenvolvida", explicou Kavanagh.

A especialista acrescentou que a montagem de mísseis Patriot na Ucrânia a partir de componentes fornecidos do exterior pode encurtar um pouco o tempo, porém, mesmo neste caso, levará vários anos até o lançamento dos primeiros produtos.

Vale lembrar que, em 8 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que Washington poderia transferir para Kiev uma licença para fabricar mísseis interceptores para o sistema Patriot.

Moscou acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia atrapalha a resolução pacífica, envolve diretamente os países da OTAN no conflito e representa um "jogo com fogo". O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que qualquer remessa contendo armas para a Ucrânia se tornaria um alvo legítimo para a Rússia.


Por Sputnik Brasil