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Rubio culpa Lula por tarifaço e diz que governo brasileiro não negociou 'de boa-fé' com EUA
Secretário de Estado dos EUA critica governo brasileiro após imposição de tarifas
Poucas horas após a confirmação da tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nas redes sociais que o presidente Donald Trump orientou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a adotar a medida.
Rubio responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela decisão e afirmou que o governo brasileiro não negociou "de boa-fé" com Washington.
"Que não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram de boa-fé com os Estados Unidos. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros", disse.
Segundo o secretário de Estado, ao longo do último ano, Lula "colocou seu próprio ego acima da possibilidade de chegar a um acordo em benefício do povo brasileiro", acrescentando que "essas tarifas são o preço disso".
A decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) encerra um processo de um ano que envolveu investigação, consulta pública, audiências e negociações entre Brasil e Estados Unidos.
A sobretaxa será aplicada à maior parte dos produtos brasileiros que chegam ao país, estando isentos carne bovina, café verde (em grãos), terras raras, determinadas categorias de metais e peças e componentes da indústria aeroespacial.
A investigação, conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, concluiu que políticas brasileiras prejudicam de forma injusta empresas estadunidenses.
O escritório propôs uma alíquota adicional de 25% sobre produtos brasileiros, além de outra de 12,5% relacionada ao combate ao trabalho forçado. Entre as críticas americanas ao Brasil está o sistema de pagamentos por Pix, por ser uma plataforma pública e não controlada por empresas privadas.
O Ministério da Fazenda já havia se pronunciado que o impacto macroeconômico de possíveis novas taxas teria efeito reduzido sobre a economia, visto que as exportações tiveram recuperação gradual após o tarifaço de agosto do ano passado.
Por Sputinik Brasil
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