Geral
Irã critica decisão do Reino Unido sobre a IRGC
Teerã classifica medida como provocativa e irresponsável
O Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou, nesta terça-feira, 14, a decisão do governo do Reino Unido de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como uma ameaça à segurança nacional de "provocativa" , afirmando que a medida é "hostil, irresponsável" e considerando os princípios do direito internacional.
Em comunicado, Teerã afirmou que a Guarda Revolucionária é "parte inseparável das Forças Armadas oficiais da República Islâmica do Irã" e desempenha, ao lado do Exército Iraniano, a missão de defender a integridade territorial, a soberania e a segurança nacional do país, além de contribuir para a estabilidade regional e o combate ao terrorismo do Estado Islâmico.
O governo iraniano acusou Londres de tomar uma decisão "provocativa" contra uma instituição oficial de um Estado soberano e disse que a medida viola princípios como a igualdade entre os Estados e não intervém em assuntos internos. Segundo o comunicado, a iniciativa britânica foi adotada em um momento de forte tensão no Oriente Médio e reflete "a má avaliação" dos seus formuladores.
Teerã também criticou o histórico britânico na região e acusou o Reino Unido de apoiar Israel e os EUA, afirmando que Londres "não possui autoridade moral" para acusar outros países de terrorismo. O comunicado ainda denuncia as alegações de que embasaram a decisão britânica, classificando-as como "infundadas" , e acusa o Reino Unido de abrigar e apoiar "redes e grupos terroristas e violentos" voltados contra o Irã.
Ao fim da nota, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que a República Islâmica "reserva-se o direito de adotar medidas recíprocas" com base na Carta da ONU e no direito internacional, sustentando que o governo britânico será responsável pelas consequências políticas, jurídicas e diplomáticas da decisão.
Na segunda-feira, 13, o Reino Unido anunciou que designará o IRGC como ameaça à segurança nacional após receber dos grupos apoiados por Teerã uma série de ataques contra alvos da comunidade judaica e veículos de mídia em língua persa no país.
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