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Servidores do IBGE discutem greve nacional a partir de 5 de agosto

Mobilização avança em todo o Brasil

Estadao Conteudo 13/07/2026
Servidores do IBGE discutem greve nacional a partir de 5 de agosto
- Foto: Reprodução

O sindicato que representa os servidores do IBGE, o Assibge-SN, aprovou um cronograma de mobilização que prevê assembleias e atos até o início de uma greve nacional, programada para 5 de agosto. Segundo o sindicato, a paralisação "tornou-se inevitável diante de uma série de medidas precarizantes e da postura autoritária da atual presidência do órgão".

Ao menos três núcleos de servidores do Rio de Janeiro já adotaram estado de greve. A greve nacional, no entanto, depende da aprovação em assembleias estaduais. Entre 15 e 24 de julho, ocorrerão assembleias para deliberar sobre o estado de greve, com indicativo de paralisação a partir de 5 de agosto.

As mobilizações foram definidas após uma reunião realizada no Rio de Janeiro. A insatisfação da categoria se baseia em motivos que vão desde cortes de indenizações de campo até mudanças no regime de trabalho que afetam, especialmente, os aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU).

A direção do sindicato informa que, nos próximos dias, buscará reuniões com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), ao qual o IBGE é vinculado, para tratar das agendas.

Procurado, o MGI, que atua na coordenação de políticas de gestão de pessoas, afirmou, por meio de nota, que a adesão ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), um dos focos de impasse entre os servidores e a direção do IBGE, é uma decisão discricionária de cada órgão, incluindo a definição dos percentuais de participação em cada modalidade de trabalho (presencial, teletrabalho parcial ou integral), observando, entre outros critérios, o "interesse da administração, a natureza das entregas das unidades, a cultura organizacional e a necessidade de atendimento ao público".