Geral
Unimed Cerrado promove Cerrado Plural e transforma o jeito de cuidar
Primeira Semana da Diversidade reforçou que inclusão não é discurso, é prática diária de reconhecer e valorizar as diferenças
"Chamar para a festa é diversidade. Convidar para dançar é inclusão." A frase, dita durante a primeira ação do Cerrado Plural, resume o espírito da primeira Semana da Diversidade da Unimed Cerrado. Mais do que uma sequência de palestras, a iniciativa reuniu mais de 200 colaboradores e provocou uma pergunta simples e reflexiva em cada um: você está apenas convidando as pessoas para estarem presentes, ou está de fato abrindo espaço para que elas participem?
Uma mudança de mentalidade
Ao longo de cinco dias de programação, os colaboradores participaram de uma palestra com o psicólogo Paulo Veras, seguida de atividades temáticas sobre diversidade LGBTQIAPN+, etarismo e diversidade geracional, diversidade racial e inclusão de pessoas com deficiência (PCD).
Com mais de 20 anos de atuação na área, Paulo Veras apresentou um panorama da evolução da diversidade nas organizações. Segundo ele, até o fim dos anos 1990 prevalecia a lógica de que "o bom era ser igual". A partir dos anos 2000, esse pensamento foi sendo substituído pelo entendimento de que são as diferenças, e não a uniformidade, que fortalecem equipes e instituições.
"Diversidade é um fato. Inclusão é uma escolha", resumiu Veras. A frase carrega uma provocação direta: conviver com a diferença é inevitável, faz parte de qualquer ambiente humano. Já garantir que cada pessoa se sinta respeitada e pertencente é uma decisão tomada (ou não) todos os dias, por cada colaborador e pela cooperativa como um todo.
Diversidade x inclusão: convidar para a festa não basta
Diversidade é o conjunto das diferenças que existem entre as pessoas: idade, gênero, raça e etnia, orientação sexual, deficiência, religião, cultura, nacionalidade, condição socioeconômica, formas de pensar, trajetória profissional. Ela simplesmente existe em qualquer equipe, em qualquer empresa.
Inclusão é outra história. É o que acontece quando essas pessoas, além de estarem na sala, são de fato ouvidas, respeitadas e valorizadas. Uma organização pode reunir uma equipe extremamente diversa e, ainda assim, não ser inclusiva se as vozes diferentes não tiverem espaço real para se manifestar e influenciar decisões.
Igualdade x equidade: tratar todo mundo igual nem sempre é justo
Outro ponto que gerou reflexão foi a diferença entre igualdade e equidade. Igualdade é oferecer o mesmo a todos. Equidade é reconhecer que pessoas diferentes têm necessidades diferentes e ajustar o cuidado para que todas cheguem ao mesmo ponto de oportunidade.
Na prática, isso pode ser simples: perguntar a uma pessoa trans como ela prefere ser chamada, ou pedir autorização antes de usar um apelido. Pequenos gestos que comunicam respeito e reconhecimento da dignidade do outro.
"Incluir é, acima de tudo, praticar a empatia"
A Semana da Diversidade promovida pela Unimed Cerrado deixou marcas nos colaboradores que participaram das atividades. Para Lays Castro, assistente administrativo do laboratório de Uruaçu, a iniciativa deixou claro que o tema não pode ficar restrito a uma campanha pontual. "O que mais me marcou foi perceber que incluir é, acima de tudo, praticar a empatia e estar disposto a ouvir e compreender a realidade do outro, mesmo quando ela é diferente da nossa", destaca.
Na mesma direção, Silvia Portilho, assistente de Terapias Integradas, espera que a reflexão se transforme em atitude. "Espero que essa realidade possa ser transformada e que as pessoas passem a refletir mais sobre essa questão, colocando em prática atitudes que contribuam para um ambiente cada vez mais acolhedor e consciente", conta.
Um compromisso que não termina
Para Isadora Araújo, Business Partner de Desenvolvimento Humano e responsável pelo programa Cerrado Plural, a semana foi só o início. "O Programa de Diversidade e Inclusão é um passo para transformar essa cultura. Ela não é uma demanda apenas do Desenvolvimento Humano, ela é de todos nós. É preciso que tenhamos um olhar para os nossos processos, nossas políticas e que sejamos contínuos. Precisamos ter intencionalidade e constância", afirma.
Como próximo passo, o Cerrado Plural vai estruturar a Comissão de Diversidade e Inclusão, formada por colaboradores interessados em ajudar a construir, de forma contínua e coletiva, as próximas ações do programa.
O desafio agora é levar essas reflexões para o dia a dia: nas reuniões, nas contratações, nas conversas de corredor. Porque, como mostrou a Semana da Diversidade, a festa já está cheia de gente diferente e o que falta, em muitos lugares, é realmente chamar todo mundo para dançar.
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