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Reprovação à privatização de metrô e trem cresce em São Paulo, aponta Datafolha

A maioria da população paulista se opõe à concessão dos serviços à iniciativa privada.

Estadao Conteudo 13/07/2026
Reprovação à privatização de metrô e trem cresce em São Paulo, aponta Datafolha
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A maioria da população paulista é contra a privatização das linhas de trens e metrô. Levantamento Datafolha divulgado nesta segunda-feira, 13, mostra que 56% dos entrevistados se declararam contrários à concessão dos serviços à iniciativa privada.

O índice de pessoas que estão contra a privatização das linhas de metrô aumentou 9 pontos percentuais na comparação com a última pesquisa, realizada em março de 2023. O percentual dos que aprovaram a privatização do serviço caiu de 48% para 37% .

O número de que desaprovaram a privatização das linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) cresceu 8 pontos percentuais e chegou a 53% . Os que se declaram a favor são 39% , ante 49% em 2023.

Metade dos entrevistados também se opôs à privatização do Porto de Santos ( 50% ), um aumento de 5 pontos percentuais desde 2023. A parcela daqueles que se dizem projetados à desestatização caiu de 43% para 31% .

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu, em 2023, a privatização do Porto de Santos, no litoral paulista, como o caminho para levar prosperidade à região. “Quero privatizar o Porto de Santos porque isso é a diferença entre prosperidade e pobreza na Baixada Santista”, declarou o governador ao participar de fórum realizado pelo grupo Voto.

A privatização do Porto era uma das bandeiras de Tarcísio ainda como ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, aposentou o Porto de Santos do Programa Nacional de Desestatização (PND).