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Israel confirma eleições para 27 de outubro após Parlamento cumprir mandato integral
Legislatura completa seu mandato sem dissolução antecipada pela primeira vez desde 1988.
O Parlamento de Israel (Knesset) será dissolvido em 17 de julho e as eleições legislativas ocorrerão em 27 de outubro, conforme prevê a legislação do país. O anúncio foi feito neste domingo (12) pela assessora jurídica da Knesset, Sagit Afik, durante reunião da Comissão da Câmara. As informações são do jornal The Times of Israel.
Segundo Afik, a atual legislatura completará integralmente seu mandato, sem dissolução antecipada. Assim, será a primeira vez desde 1988 que Israel realiza eleições na data originalmente prevista. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se tornará o primeiro desde 1973 a concluir todo o mandato sem cair antes do prazo.
Antes do recesso parlamentar, a coalizão governista acelerou a tramitação de projetos considerados prioritários. A expectativa é aprovar o maior número possível de propostas antes da dissolução da Knesset, onde a atividade legislativa costuma ser reduzida.
O atual governo tomou posse em dezembro de 2022, após a queda da coalizão liderada por Naftali Bennett e Yair Lapid. A administração é composta pelo partido Likud, de Netanyahu, em aliança com legendas ultraortodoxas e partidos da direita nacionalista, frequentemente considerada a mais conservadora da história do país.
Durante o mandato, a coalizão enfrentou sucessivas crises políticas, especialmente após atentados do Hamas que resultaram em cerca de 1,2 mil mortes em Israel e a guerra na Faixa de Gaza.
O ataque desencadeou uma operação terrestre israelense em Gaza, que deixou o enclave quase totalmente destruído. Mais de 70 mil palestinos foram mortos, segundo autoridades de saúde locais. A escalada do conflito se transformou em um confronto regional, com ações também realizadas por Tel Aviv contra o movimento libanês Hezbollah, os houthis do Iêmen e o Irã.
Pesquisas de opinião indicam que, caso a votação ocorresse atualmente, Netanyahu e seus aliados não obteriam a maioria na Knesset, composta por 120 cadeiras. Os principais adversários do premiê são o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, que comanda o partido Together.
Protestos contra o governo
No início do mês, centenas de pessoas foram às ruas de Tel Aviv para uma marcha de protesto que marcou os mil dias do ataque, informou um correspondente da Sputnik.
Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o governo do primeiro-ministro e marcharam de uma estação ferroviária central até a Praça dos Reféns, no centro de Tel Aviv. Os ativistas agitaram bandeiras, tocaram tambores e exigiram que o governo criasse uma comissão estatal para investigar a falha em prevenir o ataque.
Protestos semelhantes ocorreram em diversas cidades israelenses. Além dos atos, homenagens às vítimas foram prestadas durante a manifestação.
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