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Líder supremo do Irã promete vingança contra EUA e Israel após funeral de Ali Khamenei
Mojtaba Khamenei agradeceu a participação popular nos funerais e reafirmou a intenção de retaliar.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu neste sábado (11) vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, e das demais vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. A declaração foi feita em uma mensagem divulgada após as cerimônias fúnebres do ex-líder iraniano.
Mojtaba Khamenei agradeceu a participação popular nos funerais realizados no Irã e no Iraque, afirmando que dezenas de milhões de pessoas compareceram às homenagens em cidades como Teerã, Qom, Mashhad, Najaf e Karbala.
"Gostaria de expressar minha sincera gratidão pela magnífica e histórica participação de dezenas de milhões de pessoas em diversas cidades do Irã e do Iraque", afirmou.
O líder iraniano também prometeu retaliar os responsáveis pela morte de Ali Khamenei e das demais vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses.
"Juramos vingar o sangue puro derramado por vocês e por todos os mártires dessas duas guerras [o conflito de junho de 2025 e as hostilidades militares de 2026]. A punição dos assassinos criminosos é uma exigência do nosso povo e certamente será cumprida", declarou.
Ali Khamenei foi morto em 28 de fevereiro durante ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã. As cerimônias de despedida não puderam ser realizadas naquele momento devido à continuidade dos bombardeios ao longo de março. Segundo as autoridades iranianas, os funerais foram adiados por questões de segurança e infraestrutura.
O ex-líder supremo foi sepultado em Mashhad, sua cidade natal, cerca de quatro meses após sua morte.
Negociações entre EUA e Irã em xeque
Mais cedo, a agência Fars revelou que o país não pretende retomar as negociações com os Estados Unidos enquanto Washington não alterar sua postura nas conversas. "O Irã não solicitou negociações com os Estados Unidos, e não haverá negociações até que os EUA recuem de suas posições", afirmou a fonte.
A agência, no entanto, não detalhou quais mudanças são esperadas por Teerã. Enquanto isso, a mídia norte-americana informou que os negociadores dos Estados Unidos não viajarão para participar das conversas com o Irã. Ainda assim, Washington manterá contato remoto com representantes de Omã e do Catar durante as negociações.
Washington exige que o Irã reconheça o estreito de Ormuz como aberto à navegação e se comprometa a interromper ataques contra embarcações comerciais.
Por Sputinik Brasil
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