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Pesquisadores revelam como se formou o planalto tibetano
Estudos sobre o 'teto do mundo' mostram formação por pressão desigual das placas tectônicas
Um grupo internacional de geólogos apresentou novos dados sobre a formação do maior maciço montanhoso do planeta — o planalto tibetano. Muitos anos de pesquisa mostraram que o chamado "teto do mundo" é resultado de uma pressão desigual da placa continental indiana sobre a placa eurasiática.
Isso fez com que a crosta terrestre no oeste do planalto se elevasse significativamente mais cedo do que no centro. A pesquisa foi publicada na revista Nature Geoscience.
O planalto tibetano, que em média se eleva a 4,5 quilômetros acima do nível do mar e se estende por 2,5 milhões de km², é o maior e mais alto planalto do mundo.
Entre 2017 e 2019, pesquisadores realizaram expedições de grande escala a dois pontos-chave do "teto do mundo": nas proximidades de Gerze (parte central) e na área de Rutog (extremidade ocidental). A massa rochosa coletada foi trazida para a Escócia, onde, na Universidade de Glasgow e no Centro Escocês de Pesquisa Ambiental, estudantes de pós-graduação da Universidade de Nanquim também participaram do trabalho.
Jovens cientistas aplicaram técnicas avançadas de termocronologia de baixa temperatura — uma tecnologia que permite determinar quando as rochas da montanha esfriaram à medida que subiam das profundezas para a superfície.
As análises mostraram que, entre 45 e 20 milhões de anos atrás, os setores central e ocidental do planalto se desenvolveram sob cenários completamente diferentes. A cronologia dos eventos coincide exatamente com as fases da subducção da placa indiana: no oeste, ela já havia afundado sob a placa eurasiática, causando intensa formação montanhosa, enquanto a parte central ainda era relativamente estável.
A professora Cristina Persano, da Escola de Geografia e Geologia da Universidade de Glasgow, destaca que estudar o terreno é uma das poucas maneiras de explorar o manto da Terra.
"A topografia e as camadas geológicas armazenam informações valiosas sobre o que está acontecendo na subsuperfície. Sem esse conhecimento, permanecemos cegos diante de desastres naturais — terremotos ou atividade vulcânica", disse ela.
Por Sputinik Brasil
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