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IIF: Fluxos de capital para emergentes permanecem negativos, pressionados pela China
Saídas amenas em comparação com maio, mas foco na renda fixa.
Os fluxos para portfólios de mercados emergentes permaneceram negativos em junho, pressionados pelo desempenho da China. No entanto, as saídas foram mais amenas em comparação com o mês de maio, conforme relatório divulgado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF) nesta sexta-feira, 10.
As carteiras de emergentes registraram saídas de US$ 17,8 bilhões em junho, comparadas às saídas de US$ 25,2 bilhões em maio e entradas de US$ 51,1 bilhões em junho do ano passado.
De acordo com o IIF, a demanda por renda fixa se fortaleceu, mas não foi suficiente para compensar a grande retirada no mercado de ações, que, por sua vez, absorveu a pressão do menor apetite por risco e de um cenário de liquidez global menos favorável.
As saídas de fluxos de renda variável foram de US$ 46,1 bilhões, em comparação com US$ 35,2 bilhões em maio. Em junho de 2025, foram registradas entradas de US$ 8,5 bilhões. Neste primeiro semestre, as saídas de ações somaram US$ 81,1 bilhões, ante US$ 19,5 bilhões no mesmo período do ano passado.
No entanto, os fluxos para renda fixa ajudaram a amortecer o impacto da fuga das ações. Segundo o IIF, as entradas de recursos em dívidas em mercados emergentes subiram para US$ 28,3 bilhões em junho, contra US$ 10 bilhões em maio, registrando aumento em todas as regiões. Embora ainda abaixo dos US$ 42,7 bilhões registrados em junho de 2025, esse montante representa uma entrada mensal forte considerando as condições de mercado, segundo o relatório. Nos primeiros seis meses de 2026, os fluxos alcançaram US$ 179,8 bilhões, superando os US$ 141,7 bilhões do ano passado.
"A mensagem do primeiro semestre é clara: os mercados emergentes ainda atraíram capital no total, mas apenas porque as entradas para dívida compensaram as liquidações persistentes de ações", afirma a IIF.
A instituição destaca que a China foi um dos principais obstáculos para o desempenho dos mercados emergentes em junho. Os fluxos para ações chinesas mudaram de uma entrada de US$ 8,1 bilhões em maio para uma saída de US$ 14 bilhões em junho, refletindo uma deterioração de US$ 22,1 bilhões. Já os fluxos para renda fixa continuaram negativos, mas reduziram as saídas, com US$ 3,7 bilhões em junho, ante US$ 4,3 bilhões em maio.
"Na prática, os mercados emergentes, excluindo a China, ficaram praticamente equilibrados em junho, com as entradas de capital em dívida compensando quase totalmente as saídas de capital em ações", diz o relatório.
Para os próximos meses, o Instituto de Finanças Internacionais avalia que o risco é que o cenário de liquidez se torne menos favorável, justamente no período em que a volatilidade do petróleo volta a aumentar.
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