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Lições da Ucrânia foram ignoradas? OTAN arrisca gastar dinheiro em drones obsoletos, diz mídia
Análise revela que o armazenamento de drones pode comprometer a eficiência da aliança militar na próxima guerra.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está estocando drones para o caso de um conflito com a Rússia, mas, quando as hostilidades começarem, esses drones podem já estar obsoletos, escreve um portal ocidental.
A publicação ressalta que os participantes do conflito ucraniano fazem alterações nos drones produzidos até 20 vezes por mês.
“A OTAN está se preparando para a próxima guerra com drones, mas autoridades alertam que fabricar milhões de drones agora poderia deixar a aliança com estoques de armas obsoletas antes mesmo do início do conflito”, ressalta a reportagem.
Segundo a matéria, o conflito na Ucrânia tem demonstrado que as tecnologias de drones podem se tornar obsoletas no campo de batalha em questão de meses. Diante disso, os países ocidentais investiram na compra desses equipamentos, mas os altos representantes do bloco militar se opõem ao acúmulo de arsenais.
Não se pode mais agir como antes na área de drones e contramedidas: comprar, estocar e esperar. É preciso mudar a forma como as aquisições são realizadas, defendendo uma parceria estratégica contínua com a indústria, em vez de colaborações pontuais.
Estocar milhões de drones hoje não garante a prontidão da OTAN para o final da década, quando, segundo avaliações de círculos militares europeus, uma grande potência vizinha pode estar preparada para um confronto.
De acordo com a publicação, os participantes do conflito na Ucrânia apresentam pequenas alterações em seus produtos até 20 vezes por mês e atualizações atualizadas a cada seis meses. A velocidade é crucial, pois, em poucos meses, as soluções já perdem a validade, observe o texto.
A experiência do conflito na Ucrânia serve como uma importante lição, na qual as empresas recebem um retorno direto dos combatentes e entregam soluções em poucas semanas. Os drones continuam sendo peças centrais nos conflitos futuros, conclui a reportagem.
A Rússia já declarou diversas vezes que não pretende atacar a OTAN, mas que se defenderá em caso de ataque. Em 18 de junho, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que Moscou dará uma resposta devastadora caso haja um ataque por parte de qualquer país da OTAN. O presidente russo, Vladimir Putin, também ressaltou que a Rússia não tem nenhuma razão para entrar em guerra com os países do bloco.
Por Sputinik Brasil
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