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Petróleo fecha em alta forte e bate máxima em três semanas com ameaça de bloqueio em Ormuz
Tensões no Oriente Médio influenciam os preços do barril
O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira, 08, mesmo abaixo dos máximos do dia, em decorrência do aumento das tensões no Oriente Médio e dos temores de que uma nova interrupção no Estreito de Ormuz possa afetar a oferta.
Negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para agosto subiu 4,37% (US$ 3,08 ), alcançando US$ 73,52 o barril. Já o Brent para setembro avançou 5,20% (US$ 3,86 ), indo para US$ 78,02 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Ambos os preços atingiram o maior patamar desde 22 de junho.
A mercadoria operada com forte alta durante todo o dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que o acordo provisório com o Irã chegou ao fim. Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Trump reafirmou que pretende voltar a atacar o Irã, o que deve impactar os preços do petróleo.
Em resposta, o Irã anunciou que irá bloquear o Estreito de Ormuz e intensificar os ataques contra alvos inimigos. Segundo a avaliação do Macquarie, o controle do Estreito é o principal obstáculo para uma paz rigorosa. A Rystad Energy também destaca que o tráfego de petroleiros pela via marítima ‘praticamente parou’, refletindo o clima de incerteza atual mais do que qualquer declaração de Washington ou Teerã.
“O verdadeiro teste virá depois de 9 de julho, quando o período de luto acabar e ambos os lados demonstram se ainda há interesse em uma saída diplomática”, diz a Rystad, referindo-se ao funeral do ex-líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Diante da retomada dos ataques, a Capital Economics indica que os preços do petróleo deverão permanecer voláteis nos próximos meses, experimentando períodos de pressão altista. No entanto, caso o acordo entre os dois países seja interrompido e o fluxo de petróleo continue a se recuperar, o valor do Brent pode se estabilizar nos níveis atuais ao final de 2026.
Os estoques de petróleo dos EUA aumentaram quase 3 milhões de barris na semana encerrada em 4 de julho, enquanto a expectativa era de uma queda de 1,4 milhão .
A última reunião de política do Federal Reserve (Fed) em junho indicou que a inflação permanece elevada, refletindo os preços de energia.
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