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Rutte afirma que aliança com Trump está mais forte e defende presença militar no Ártico
O secretário-geral da Otan comenta sobre aumento de gastos com defesa e riscos na região ártica.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira, 8, que a aliança militar está mais forte com a presença do presidente americano Donald Trump, concordando com o pedido do republicano no ano passado de aumentar os gastos de defesa dos países-membros.
"Concordei que precisávamos fazer mais", disse Rutte, em coletiva de imprensa à margem da cúpula em Ancara. Ele comentou que Trump está comprometido com aliados, mas ponderou que os países também precisam de tempo para aumentar seus gastos com defesa.
Segundo Rutte, há risco de intervenção da Rússia e da China na região do Ártico, sendo importante a presença da Otan na área. O secretário-geral, contudo, disse não poder comentar as conversas trilaterais envolvendo os EUA, a Groenlândia e a Dinamarca.
Sobre o recrudescimento da guerra entre Washington e Teerã, ele reiterou que é clara a postura da Otan de que o Irã não pode ter uma arma nuclear, mas evitou comentar sobre uma possível intervenção da aliança no conflito. "Trump está tentando acabar com a guerra da Ucrânia", acrescentou, mencionando que o presidente russo, Vladimir Putin, está em dificuldades devido a pressões econômicas e perdas militares.
Rutte também confirmou que a próxima cúpula da Otan ocorrerá no próximo ano na Albânia. Mais cedo, fontes afirmaram à Bloomberg que a organização está considerando não realizar sua reunião anual em 2027, em parte para reduzir as tensões com Trump.
Perguntado sobre a venda de aeronaves de combate avançado dos EUA para a Turquia, ele respondeu que "isso é uma questão bilateral" entre os países.
Em comunicado, os líderes da Otan reafirmaram o Artigo 5 do Tratado de Washington e prometeram enfrentar a ameaça de longo prazo que a Rússia representa para a segurança e estabilidade euro-atlântica. A aliança destacou também o aumento de US$ 139 bilhões em investimentos pelos países-membros e os mais de US$ 50 bilhões em compras de defesa. Por fim, os líderes prometeram 70 bilhões de euros à Ucrânia em 2026 e manter investimento semelhante em 2027.
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