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Citi, Morgan e BofA recomendam compra de ações da SpaceX

Instituições financeiras adotam preços-alvo variados para a empresa aeroespacial

Estadao Conteudo 07/07/2026
Citi, Morgan e BofA recomendam compra de ações da SpaceX
SpaceX - Foto: AP/John Raoux, arquivo

O Citi, Morgan Stanley e o Bank of America compartilham do mesmo otimismo em relação à SpaceX (SPCX), iniciando a cobertura das ações da empresa aeroespacial com recomendações de compra. No entanto, cada instituição financeira adotou um preço-alvo diferente para a companhia.

Em relatório, o Citi definiu um preço-alvo de US$ 200 para o fim de 2026. 'Acreditamos que esse preço-alvo é um marco na trajetória rumo aos US$ 900 ou mais, um patamar que se torna realista caso conquistas importantes de engenharia sejam demonstradas em escala', afirmaram os analistas.

Na visão do Citi, a implementação bem-sucedida da Starship pode abrir um caminho mais acessível e escalável para liberar o potencial econômico do espaço, oferecendo à SPCX acesso a mercados multibilionários (na ordem de trilhões de dólares) que nenhuma outra empresa consegue explorar de forma concreta.

A SPCX está no início de um período de dois a três anos, um intervalo considerado particularmente rico em catalisadores, conforme avaliaram os analistas do Citi, que fará uma transmissão online sobre a Economia Espacial e o Futuro da IA no dia 8 de julho.

O Morgan Stanley estabeleceu um preço-alvo de US$ 300, com uma ampla faixa de variação onde o cenário pessimista pode levar o preço a US$ 75, enquanto no cenário otimista as ações podem alcançar US$ 600.

O estrategista de inteligência artificial e robótica do banco, Adam Jonas, destacou que a SPCX combina um perfil quase monopolista em lançamentos, a maior rede mundial de satélites em órbita baixa e um crescente negócio de infraestrutura de IA. Para ele, a empresa se destaca como uma das poucas plataformas capazes de integrar 'ativos em órbita', conectividade global e capacidade computacional em uma única infraestrutura.

Em seu cenário-base, Jonas projeta a receita subindo de US$ 45 bilhões em 2026 para US$ 319 bilhões em 2030 e US$ 3,3 trilhões em 2040, sendo a maior assimetria de alta vinculada ao Starship, à capacidade da Starlink, à computação terrestre e à computação orbital.

Jonas enfatiza quatro indicadores-chave (KPIs, na sigla em inglês) para a ação: receita por watt, custo por watt, custo por kg para transporte ao espaço e assinantes conectados do Starlink.

O Bank of America Securities projetou um preço-alvo de US$ 235. 'A SpaceX evoluiu de uma empresa de lançamentos para um pilar fundamental da economia espacial', comentaram os analistas do BofA. Para a instituição, a SpaceX possui uma habilidade singular em transformar operações de lançamento e manufatura em negócios de aplicações recorrentes e reconhecidas no mercado.

Por sua vez, o BTG Pactual começou a cobertura da SpaceX com recomendação de compra para as ações da empresa norte-americana, estabelecendo um preço-alvo de US$ 225 para os papéis em 12 meses.

Nesta terça-feira, a SpaceX teve uma queda de 6,8%, alcançando US$ 149,47 na Nasdaq, em um dia em que as ações passaram a integrar o índice Nasdaq 100. O preço de fechamento ficou abaixo de US$ 150, valor com o qual as ações começaram a ser negociadas em 12 de junho após sua oferta pública inicial.