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FGV aponta desafios para data centers no Brasil

Fragmentação regulatória e alto custo de energia são os principais entraves.

Estadao Conteudo 07/07/2026
FGV aponta desafios para data centers no Brasil
FGV - Foto: Arquivo/FGV

A atratividade do Brasil para a entrada de data centers ainda é impactada pela fragmentação do arcabouço regulatório aplicável à infraestrutura digital no país. De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira, 6, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a desintegração entre as normas de diferentes órgãos reduz a previsibilidade para investidores.

Outro ponto de atenção é o custo de energia . Segundo o relatório, o consumo elétrico representa o maior custo operacional dos data centers. Assim, é defendido que o Brasil precisa deixar clara a estratégia para buscar reduzir o custo da energia e permitir soluções de negócio com esse fim, como a autoprodução. A contratação de energia no modelo de autoprodução tem sido uma das alternativas encontradas para economizar nas tarifas de energia no Brasil.

O detalhamento do estudo foi feito nesta terça-feira em Brasília (DF) por organizações como o Instituto Livre Mercado (ILM), a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), a Dig.IA e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (ReData), elaborado pelo governo federal, foi barrado no Senado Federal. Antes da vigência da Medida Provisória (MP) que instituiu o programa temporariamente, muitos investidores seguraram os transportes. Com a perspectiva do benefício fiscal, seria mais lógico, do ponto de vista contábil, esperar os efeitos do ReData - que até agora não encontrou caminho viável no Congresso.

A instabilidade e a baixa previsibilidade dos regimes de incentivos fiscais aplicáveis ​​à infraestrutura digital são alguns dos gargalos centrais para o Brasil neste setor, de acordo com o estudo da FGV. Outro achado é a assimetria e a falta de padronização regulatória nos processos de licenciamento e autorizações nos campos ambientais, urbanísticos e de uso do solo.