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Flávio Bolsonaro participa de audiência nos EUA sobre tarifas de Trump contra o Brasil
Discussão sobre tarifas e práticas comerciais brasileiras
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa nesta terça-feira, 7, de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos ( USTR , na sigla em inglês), em Washington , que discute a investigação aberta contra práticas comerciais do Brasil e a proposta do governo de Donald Trump de importar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
A participação do parlamentar ocorre no segundo e último dia da audiência, realizada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O painel com Flávio está previsto para as 10h no horário local (11h em Brasília).
A Seção 301 é um instrumento utilizado pelo governo americano para investigar e, eventualmente, aplicar avaliações comerciais aos países acusados de adotar práticas desleais ou prejudiciais aos interesses das empresas dos Estados Unidos.
No caso brasileiro, a investigação cita temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix , tarifas consideradas "injustas e preferenciais", medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Além de Flávio Bolsonaro, também participa da audiência de representantes do setor produtivo brasileiro. Entre eles estão o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio ( OMC ) e o ex-embaixador Roberto Azevêdo , representando a Confederação Nacional da Indústria ( CNI ), e Letícia Sperb Masselli , da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados ( Abicalçados ).
Na semana passada, Flávio encaminhou uma manifestação ao USTR na qual pediu a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. No documento, o senador argumentou que a medida “recompensaria os próprios infratores que deveriam punir” e acabaria fortalecendo politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No outro trecho da manifestação, o parlamentar sugeriu que uma eventual decisão sobre a tarifa seria adiada para depois das eleições de outubro. Segundo ele, o governo brasileiro estaria explorando politicamente a pressão comercial exercida pelos Estados Unidos.
As declarações provocaram a ocorrência do presidente Lula . Em publicação nas redes sociais, o petista afirmou que a família Bolsonaro demonstra “entreguismo” ao defender medidas junto ao governo americano e disse que o Brasil manterá uma relação de igualdade nas negociações com outros países.
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