Geral
Influenciador disse ter investido quase R$ 3 milhões na moeda do presidente dos Estados Unidos
Apontado pela Polícia Civil de São Paulo como receptor de R$ 1 milhão de uma empresa sancionada pelo governo dos Estados Unidos, o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva - conhecido como Buzeira - roubou quase R$ 3 milhões em criptomoedas do presidente americano, Donald Trump, e influenciou que seus seguidores fizeram o mesmo com a perspectiva de obter ganhos elevados.
A Victory Tranding, empresa que teria realizado os repasses à Buzeira, foi sancionada na última quarta-feira, 1º, pelo governo Trump por supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Um relatório produzido pela Polícia Civil em junho deste ano declarou os elos entre o influenciador e a empresa que integraria uma rede de lavagem de dinheiro do crime organizado. Procurada, a defesa de Buzeira não se manifestou.
Em janeiro deste ano, Buzeira publicou uma série de stories no Instagram descrevendo sua experiência como “trader de criptomoedas”, em especial a lançada por Trump (Official Trump). Nos vídeos, ele avalia que "essa moeda vai dar bom". “Vocês que estão entendendo esse mercado, eu acho que vale a pena comprar essa moeda”, afirmou.
"Compra um pouquinho. Eu vou comprar também. Vamo embora. Bora arriscar", disse. "Aproveita que ela está baixinha (cotação). Daqui um pouco ela vai dar um soco para o alto. Vai comprar. Se todo mundo acreditar, ela vai subir", prosseguiu.
"Aí você analisa: Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos e ele vai assumir a posse na segunda-feira (20 de janeiro). Se eu fosse o dono de uma moeda, eu ia querer que ela valorizasse ainda mais. Então na segunda-feira, ela não vai cair. Vai subir ainda mais".
Após a divulgação, o influenciador mostrou seu painel de investimentos para comprovar o valor aplicado na moeda de Trump. A tela apresentou uma compra de 18.929 pedidos pelo preço de US$ 26,40, o que corresponde a um pouco mais de US$ 499 mil, ou R$ 2,7 milhões.
"Rapaziada, eu sou um grande influenciador. Um monte de gente começou a comprar a moeda e ela valorizou muito. Ela estava parada e pum (sinal de alavancagem). Quem roubou na hora que eu avisei, estourou", arrematou Buzeira. "Na segunda-feira essa moeda vai valorizar e vai aumentar. Algumas pessoas vão vender. Eu já entendi esse mercado. Alguns vendem, mas quem vender vai ser burro. Deixa o Trump fazer o trampo".
O elo de Buzeira com a empresa sancionada pelo governo americano por ligações com o PCC está relacionado ao caso Corinthians e Vai de Bet. Segundo a Polícia Civil, o influenciador contava com “ótimo trânsito junto à direção corintiana” e pode ter se beneficiado de recursos desviados do Parque São Jorge por empresas ligadas ao esquema, como a Victory Trading.
“Vislumbra-se um entrelaçamento atípico de pessoas ligadas, direta ou indiretamente, à direção da agremiação lesada, com o agravante de que há fortes promessas a indicar que as sociedades corporativas em tela, bem como o influenciador citado, mantêm aparente relação com o crime organizado”, afirmou a Polícia em seu relatório.
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2LOTERIAS
Horário da Quina de São João: veja como acompanhar o resultado
-
3INFRAESTRUTURA
Governo inaugura duplicação da AL-110 entre Arapiraca e São Sebastião
-
4FENÔMENO NATURAL
Céu 'pega fogo' em Caracas: fenômeno raro pinta a Venezuela de vermelho
-
5EVENTO
Arapiraca sediará evento internacional que reúne pesquisadores do Brasil e do exterior