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Mais de 9 mil escolas públicas recebem internet de alta velocidade em seis meses

Em apenas um semestre de 2026, o Aprender Conectado beneficia 1,1 milhão de estudantes em 1.789 municípios e acelera a expansão da infraestrutura digital no interior do país.

Assessoria 03/07/2026
Mais de 9 mil escolas públicas recebem internet de alta velocidade em seis meses
No primeiro semestre de 2026, Aprender Conectado conectou mais de 8 mil escolas públicas em 1.789 municípios, acelerando a inclusão digital e o acesso à internet de alta velocidade na educação. - Foto: Gabriel Ferraz/ Aprender Conectado

Enquanto a professora Ana Paula Gomes da Silva começa mais uma aula na Escola Municipal Maurício de Oliveira, no interior de Mossoró, Rio Grande do Norte, os alunos acessam conteúdos digitais, vídeos educativos e plataformas de estudo com poucos cliques. Até pouco tempo, esse cenário parecia distante. Hoje, ele reflete a mudança que a internet vem trazendo para milhares de escolas públicas no Brasil.

Histórias como a da professora Ana Paula estão se repetindo em todo o país graças ao avanço do Projeto Aprender Conectado, uma iniciativa que faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), política pública coordenada pelos Ministérios da Educação e das Comunicações para ampliar o acesso à internet rápida nas escolas públicas brasileiras.

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Professora Ana Paula, da Escola Municipal Maurício de Oliveira, no interior de Mossoró, no Rio Grande do Norte

No balanço do primeiro semestre de 2026, o projeto atingiu um resultado importante: 9 mil escolas conectadas entre 1º de janeiro e 30 de junho, beneficiando diretamente 1,1 milhão de estudantes em 1.789 municípios brasileiros. Os dados mostram a rapidez da expansão e o impacto real dos investimentos feitos para levar estrutura digital a regiões onde os desafios de logística e geografia são maiores. 

"Tudo o que a gente faz hoje passa pela internet. Desde um simples ofício enviado para a Secretaria até o planejamento das aulas e as atividades com os alunos. A internet virou uma necessidade para o funcionamento da escola", relata a professora Ana Paula.

Conectividade que chega onde é mais difícil 

Mais do que apenas instalar internet, o Aprender Conectado tem a missão de levar uma estrutura completa de conexão para escolas públicas em áreas de difícil acesso. Cada escola recebe rede externa, Wi-Fi interno e, em locais sem energia elétrica regular, sistemas de energia solar que garantem o funcionamento da internet e também a iluminação dos espaços escolares. 

No primeiro semestre, as regiões Norte e Nordeste tiveram o maior número de escolas atendidas, mostrando o compromisso do projeto em diminuir diferenças antigas no acesso à tecnologia. Para estudantes como Érik de Lima, de 13 anos, a chegada da internet trouxe novas formas de aprender. 

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Érik de Lima. Crédito: Aprender Conectado

"Uma das matérias em que a internet mais me ajudou foi o inglês. Antes eu tinha muita dificuldade, porque dependíamos apenas dos livros da escola. Hoje consigo pesquisar conteúdos, assistir a videoaulas, ouvir a pronúncia correta das palavras, entender melhor os textos e tirar dúvidas com muito mais facilidade. Isso fez uma grande diferença no meu aprendizado", conta. 

Ao alcançar 1,1 milhão de estudantes apenas neste semestre, o Aprender Conectado reforça seu papel como uma das maiores iniciativas de inclusão digital na educação em andamento no país.

Prestação de contas à sociedade 

Das 138 mil escolas incluídas na Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, o Aprender Conectado é responsável por atender cerca de 40 mil unidades, muitas delas em áreas onde levar infraestrutura exige soluções técnicas mais complexas e logística especial. 

Os resultados do semestre mostram a capacidade de execução do programa e seu impacto direto na redução das diferenças na educação. 

"Cada escola conectada representa muito mais do que um ponto de internet instalado. Significa mais oportunidades de aprendizagem, mais apoio aos professores e mais perspectivas para milhares de estudantes brasileiros", afirma Flávio Santos, diretor geral do projeto.