Geral
BNDES se prepara para 'super El Niño' com ações contra enchentes e incêndios na Amazônia
Banco destina recursos para mitigação de impactos climáticos no Brasil
O governo está muito atento a todos os níveis aos efeitos que o chamado 'super El Niño' , tem natureza natural prevista para se intensificar a partir de setembro deste ano, deve trazer para o Brasil, afirmou o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
Segundo ele, a partir da experiência que o banco teve com as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, também provocadas pelas mudanças climáticas, foram criadas áreas específicas para monitorar as especificações. Desta vez, a expectativa é de que os oceanos registrem um aquecimento de cinco graus acima da temperatura média histórica.
"Teremos muita chuva no sul de novo, inundações, muitas ondas de calor no Sudeste, e problemas hídricos. O sistema Cantareira (em São Paulo) está em uma situação crítica, tanto que São Paulo está exigindo mais água aqui para o Rio de Janeiro. Também vemos secas severas e muito calor no Norte e no Nordeste. Na Amazônia, o risco é de incêndio", informou Mercadante, após participar do lançamento de editais de mais de R$ 76 milhões para a recuperação da Mata Atlântica no estado, em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Para minimizar o impacto do 'super El Niño' , o BNDES destinou R$ 45 milhões para cada um dos novos estados abrangidos pela floresta amazônica, "só para comprar equipamentos de combate a incêndio", explicou, citando como exemplo drones que retiram água do rio para combater o fogo. “É um sistema muito moderno e tecnológico”, reforça, acrescentando que uma central da Polícia Federal, também financiada pelo banco, possui imagens de satélite situadas onde estão todos os focos de incêndio. “Com inteligência artificial, você sabe o que é mais rápido e onde deve atacar primeiro”, acrescentou.
Além disso, foram destinados mais R$ 836 milhões ao Ibama e R$ 318 milhões à Polícia Federal para a compra de helicópteros, lanchas e um sistema central para o manejo do fogo.
"A seca é um desafio ainda maior. Estamos investindo R$ 600 milhões , por exemplo, no canal do Sertão para o estado do Ceará, que se origina da transposição do rio São Francisco, exatamente para aumentar a oferta de água em uma grande concentração urbana", explicou o executivo.
“Muitas medidas prudenciais estão sendo tomadas, medidas de resiliência, e realizaremos as medidas emergenciais”, ressaltou. Ele lembrou que esta semana o banco assinou acordo com o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e os Fuzileiros Navais para fortalecer esse núcleo coordenador e a capacidade de pronta resposta do Estado brasileiro.
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