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Diarista presa por morte de casal de idosos é suspeita de dopar e furtar primo das vítimas

Investigação aponta que Paola Stefany teria dopado tanto as vítimas quanto o primo delas.

Estadao Conteudo 03/07/2026
Diarista presa por morte de casal de idosos é suspeita de dopar e furtar primo das vítimas
Diarista presa

Paola Stefany Neto Cirino, presa na madrugada de quinta-feira, 2, por suspeita de matar a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte, também é investigada por qualificado ter dopado e furtado um primo das vítimas.

A diarista trabalhava para o homem, que foi responsável por indicá-la ao advogado Cláudio Atala Inácio , de 75 anos, e à mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio , de 76 anos. Eles foram encontrados mortos na tarde de terça-feira, 30, no apartamento onde moravam, na capital mineira.

Segundo o delegado Gustavo Barletta , do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), o homem contornou os policiais que, em junho, foi a um bar para assistir a um jogo com Paola. Ele relatou que estava tomando cerveja e começou a passar mal depois de voltar do banheiro. A mulher disse que o levaria para casa. Depois, o homem descobriu que R$ 800 tinha sumido.

"Ele confiou nela. Até então, ele descobriu mesmo que tinha perdido essa carteira", afirmou o delegado. No entanto, após a morte do casal de idosos, o homem passou a desconfiar que Paola pudesse ter relação com o caso e relato dos fatos aos policiais.

A Polícia Civil afirmou que os exames toxicológicos revelaram a presença de um medicamento ansiolítico no sangue de Cláudio e Maria Clotilde. O remédio atua no sistema nervoso central, produzindo efeito calmante, e, em excesso, pode provocar sedação intensa. Segundo Barletta, Paola admitiu que havia colocado o medicamento na bebida das vítimas para dopá-las antes do assassinato.

Em conversas com os policiais após ser presa, a mulher afirmou que não planejou o crime e alegou ter feito um “surto psicótico”. No entanto, no auto de prisão em flagrante, Paola optou pela permanência em silêncio, sob orientação da defesa.

Entenda o caso

No dia do crime, Paola foi pela primeira vez ao apartamento de Cláudio e Maria Clotilde, após ser indicada pelo primo das vítimas. A Polícia Civil ainda busca esclarecedora a dinâmica do crime. Segundo Barletta, a investigação revelou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h de terça-feira.

"Ela chega ao imóvel por volta das 7h30 e é autorizada a entrar. Às 9h30, o filho das vítimas entra em contato com o pai, que atende o telefone normalmente. Meio-dia, ele atende de novo o telefone", contou o delegado. O idoso teria rejeitado convites para assistir a um jogo porque era o primeiro dia da diarista na residência.

O corpo de Cláudio foi encontrado com 17 facadas e o de Maria Clotilde, sete . Paola ainda teria verificado relógios, joias e outros objetos de valor das vítimas e, posteriormente, vendidos os itens no centro de Belo Horizonte. Antes de ir embora do apartamento, a suspeita tomou banho e trocou de roupas.