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Mídia: Israel integra laser à Cúpula de Ferro em meio à tensão com Hezbollah

Sputnik Brasil 01/07/2026
Mídia: Israel integra laser à Cúpula de Ferro em meio à tensão com Hezbollah
Foto: © AP Photo / Baz Ratner

Israel concluiu testes de uma versão atualizada da Cúpula de Ferro, validando sua integração operacional com o Feixe de Ferro, sistema a laser que passa a atuar de forma coordenada com os interceptores tradicionais.

De acordo com um portal especializado em equipamentos militares, o Ministério da Defesa de Israel divulgou a mais recente integração tecnológica de sua Cúpula de Ferro, sem, no entanto, detalhar tais modificações, mas afirmou que elas ampliam a capacidade de enfrentar salvas de saturação com maior volume e ritmo de disparos.

Segundo a publicação, a integração permite que comandantes alternem, em tempo real, entre interceptações por mísseis ou laser, conforme o tipo de ameaça, disponibilidade dos sistemas e custo operacional. Os testes incluíram cenários conjuntos geridos diretamente pelo centro de batalha da Cúpula de Ferro, etapa considerada essencial para futuros desdobramentos.

O anúncio ocorre em meio ao cessar‑fogo entre EUA e Irã, um contexto que mantém Israel em alerta na fronteira com o Líbano, onde ataques de drones do Hezbollah surgem em resposta à agressão israelense. A modernização busca reforçar a rede de defesa antiaérea diante desse ambiente de tensão.

Operacional desde 2011, a Cúpula de Ferro é a espinha dorsal da defesa multicamadas israelense, com baterias compostas por radar, centro de comando e lançadores de interceptores Tamir, capazes de neutralizar ameaças entre quatro e 70 quilômetros.

A Rafael, desenvolvedora da Cúpula de Ferro, também lidera o desenvolvimento do Feixe de Ferro, projetado para destruir alvos em até cinco segundos e em alcances de cerca de dez quilômetros, oferecendo uma alternativa de baixo custo por disparo.

Enquanto um míssil Tamir custa cerca de US$ 50.000 (R$ 258.000), cada pulso de laser do Feixe de Ferro custa apenas alguns dólares, tornando a combinação dos dois sistemas estratégica para enfrentar ataques intensos sem elevar drasticamente os gastos.

A atualização, segundo o governo israelense, prepara o país para um cenário em que defesas mais flexíveis, rápidas e economicamente sustentáveis serão decisivas diante de ameaças aéreas cada vez mais numerosas e diversificadas.


Por Sputinik Brasil