Geral
Jornada Paulista de Dança - Segundo Tempo reúne grupos da capital e interior em imersão e espetáculos gratuitos
A São Paulo Escola de Dança é a sede desse intercâmbio entre diversas companhias de dança no início de julho
A São Paulo Escola de Dança (SPED), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Pró-Dança e direção artística e educacional de Inês Bogéa – divulga as 10 companhias e grupos selecionados para a Jornada Paulista de Dança - Segundo Tempo. O evento, que se consolidou como um dos principais espaços de intercâmbio e fortalecimento da arte coreográfica no Estado, acontece entre os dias 6 e 11 de julho, na capital paulista, na sede da SPED e na Sala Motiva.
A comissão selecionou dez propostas artísticas de destaque, sendo duas da capital e oito de diferentes regiões do interior paulista. Cada um dos grupos receberá uma bolsa-artística de R$ 10 mil para integrar a programação. Além disso, as oito companhias vindas de fora da região metropolitana contam com uma ajuda de custo (que varia de R$ 12 mil a R$ 48 mil, proporcional ao número de integrantes) para viabilizar transporte, hospedagem e deslocamento.
“A Jornada Paulista de Dança chega à sua terceira edição consolidando-se como um importante espaço de encontro, troca e fortalecimento da arte da dança no Estado. É uma ‘jornada’ artística que promove conexões, descobertas e união entre os participantes, celebrando a diversidade e a potência da dança do Estado de São Paulo”, destaca Inês Bogéa.
Para o segundo tempo da Jornada, os grupos trazem repertórios variados e serão acompanhados de perto por artistas mediadores, responsáveis por oferecer feedbacks e enriquecer os processos criativos.
De São Paulo, Capital foram selecionados a Companhia Laboratório Siameses com a obra “Jardim Noturno” e a Companhia Percussiva de Dança com a obra “Terreno”. No Interior; a Companhia Coletivo Pele a Pele, de Sorocaba, com a obra “Pele e Osso”; a Companhia de Dança Vanessa França, de Campinas, com a obra “Coisa Nossa”; a Companhia DesVia Coletivo, de Jundiaí, com a obra “Time Lapse”; a Companhia Estável de Dança de Bauru, de Bauru, com a obra “Harém das Ausências”; a Companhia Grupo Jovem de Dança da EDA, de Cotia, com a obra “Límen”; a Companhia Independente Grupo de Dança Claudia Pereira, de Campinas, com “Peças”; a Companhia Núcleo Experimental de Dança Teatro de São José dos Campos com a obra “A Menina do Riacho”; e a Companhia Way Company, de São José do Rio Preto, com “Abutre”.
Uma semana de imersão e espetáculos gratuitos
Ao longo de toda a semana entre 6 e 11 de julho, das 10h30 às 22h, as companhias vivenciarão uma rotina intensa e colaborativa na sede da SPED. A dinâmica exige que cada grupo apresente uma obra de seu repertório (com duração de 10 a 20 minutos), ministre uma oficina prática sobre seus processos de criação e ofereça uma aula de dança para os demais participantes. O encontro promove, assim, uma rica partilha de técnicas que abrangem desde as tradições clássicas até as linguagens contemporâneas e urbanas. Para o grande público, o destaque fica para a mostra de espetáculos, que faz parte do Festival de Campos do Jordão, e acontece de quinta-feira a sábado (9 a 11 de julho) na Estação Motiva Cultural. Com entrada gratuita, as apresentações abrem as portas para que a comunidade prestigie a força e a diversidade da produção coreográfica do estado.
Serviço:
Jornada Paulista de Dança 2026 – Segundo Tempo - 6 a 11 de julho de 2026 com Vivências e Oficinas (restrito aos participantes): Das 10h30 às 22h, na São Paulo Escola de Dança (Rua Mauá, 51, 3º andar, Luz, São Paulo/SP). Espetáculos Gratuitos (Abertos ao público): De 9 a 11 de julho (quinta a sábado), na Estação Motiva Cultural (Complexo Cultural Júlio Prestes, Luz, São Paulo/SP).
SÃO PAULO ESCOLA DE DANÇA
A São Paulo Escola de Dança é um espaço de escuta, criação e transformação. Criada em 2021 pelo Governo do Estado de São Paulo, é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa — doutora em artes, bailarina, documentarista e escritora — cuja trajetória traduz o espírito integrador que move a Escola. Comprometida com a construção do conhecimento por meio da dança e de seus múltiplos diálogos com outras linguagens artísticas, a SPED é um território onde a arte pulsa, os saberes se entrelaçam e cada corpo encontra voz e pertencimento. Aqui, a formação técnica caminha lado a lado com a escuta atenta às diferenças. O propósito é formar artistas e cidadãos; democratizar o acesso à linguagem da dança; incentivar a criação, a produção e a reflexão crítica, com cursos — Regulares, Livres, de Extensão e de Especialização — 100% gratuitos. A escola oferece também residências artísticas, intercâmbios culturais e bolsas de estudo e realiza anualmente a Jornada Paulista de Dança — uma mostra de 10 grupos do Estado de São Paulo.
DIREÇÃO ARTÍSTICA E EDUCACIONAL | INÊS BOGÉA
Inês Bogéa é doutora e pós-doutoranda em Artes, com atuação na interseção entre dança, educação e gestão cultural. Bailarina, documentarista, escritora, palestrante e professora, é reconhecida como uma líder multifacetada na dança e na educação, com vasta experiência na gestão, criação e implementação de projetos culturais, sociais e educacionais de grande impacto.
Desde 2008, é diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, onde já dirigiu mais de 1.400 espetáculos realizados em 22 países. Desde 2021, também atua como diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança, destacando-se por sua atuação voltada à inclusão social e à formação de mais de 1.300 estudantes por ano.
É diretora artística da Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP), realizada pela Associação Pró-Dança em parceria com o Itaú Cultural, e foi responsável por iniciativas como o curso Dança para Educadores do Sesc-SP.
Atua ainda como colaboradora regular em veículos como a Revista CONCERTO, sendo co-criadora da coluna “Dança em Diálogo”.
Na área acadêmica, leciona na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB).
Ao longo de sua trajetória, recebeu a Medalha Tarsila do Amaral, concedida pelo Governo do Estado de São Paulo por sua contribuição artística, foi nomeada pela Critic’s Choice of Dance Europe e condecorada com o título de Chevalière de l’Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura da França.
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