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IPP recua 0,30% em maio após alta de 2,62% em abril, aponta IBGE

Índice de Preços ao Produtor acumula alta de 4,80% no ano e de 1,99% em 12 meses; alimentos voltaram a cair no mês

Estadao Conteudo 30/06/2026
IPP recua 0,30% em maio após alta de 2,62% em abril, aponta IBGE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) , que mede os preços da indústria extrativa e de transformação na “porta da fábrica”, registrou queda de 0,30% em maio, informou nesta terça-feira, 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de abril foi revisada de alta de 2,63% para avanço de 2,62%.

O indicador acompanha a evolução dos preços de produtos sem a incidência de impostos e fretes, considerando a indústria extrativa e 23 setores da indústria de transformação.

Com o resultado de maio, o IPP acumula alta de 4,80% no ano e avanço de 1,99% em 12 meses.

Na indústria extrativa, houve recuo de 5,90% em maio, após alta de 4,86% em abril.

Já a indústria de transformação apresentou variação negativa de 0,01% no mês, depois de avanço de 2,50% em abril.

Os preços médios dos alimentos caíram 2,05% em maio em relação a abril, de acordo com o IPP. Após dois meses de variações positivas na comparação mensal, o setor passou de alta acumulada de 2,37% no ano, em abril, para 0,27% em maio.

Na comparação em 12 meses, a variação dos alimentos ocorreu no campo negativo, passando de -6,96% em abril para -7,84% em maio. Foi o nono mês consecutivo de queda.

O setor de alimentos é o de maior peso na indústria brasileira e, no IPP, respondeu por 23,09% ao indicador em maio.

Quatro produtos tiveram as maiores influências no resultado da passagem de abril para maio: açúcar VHP (very high polarization), leite esterilizado/UHT/Longa Vida, café torrado e moído e açúcar cristal.

Segundo o IBGE, o recuo nos preços dos açúcares está relacionado ao avanço da safra da cana-de-açúcar e à avaliação do real frente ao dólar, de 1% na comparação mensal e de 8,6% no acumulado do ano.

No caso do café, o período de colheita dos grãos, somado à valorização do real, também ajuda a explicar a queda nos preços. Em relação ao leite, a redução foi atribuída a comportamentos distintos entre as empresas, justificados “ou por uma baixa no preço do leite cru, ou por oportunidades específicas de mercado”.