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Dívida bruta do governo sobe para 81,1% do PIB em maio, informa Banco Central

Indicador avançou em relação a abril e atingiu R$ 10,622 trilhões em valores nominais; pelo critério do FMI, dívida chegou a 94,3% do PIB.

Estadao Conteudo 30/06/2026
Dívida bruta do governo sobe para 81,1% do PIB em maio, informa Banco Central
Banco Central do Brasil - Foto: Reprodução

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril — dado revisado de 80,4% — para 81,1% em maio, informou o Banco Central nesta terça-feira (30). Em valores nominais, o indicador passou de R$ 10,443 trilhões para R$ 10,622 trilhões.

O maior patamar da série foi registrado em dezembro de 2020, quando a dívida bruta chegou a 87,6% do PIB, em meio às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. Já o menor nível ocorreu em dezembro de 2013, quando o indicador ficou em 51,5% do PIB.

Pelo conceito adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG também avançou: passou de 92,9% do PIB em abril — dado revisado de 93,1% — para 94,3% em maio.

A DBGG abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. O indicador é uma das principais referências utilizadas por agências globais de classificação de risco para avaliar a capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior é a percepção de risco de calote por parte do Brasil.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, também aumentou no período. O indicador passou de 67,2% do PIB em abril — dado revisado de 67,4% — para 67,9% em maio. Em valores nominais, a dívida líquida atingiu R$ 8,898 trilhões.