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Estados Unidos, Israel e Líbano assinam acordo para buscar fim de conflito armado

Sputnik Brasil 26/06/2026
Estados Unidos, Israel e Líbano assinam acordo para buscar fim de conflito armado
Foto: © AP Photo / Kevin Wolf

Acordo mediado por Washington prevê novas negociações, mas Israel afirma que manterá tropas no sul do Líbano até desarme do Hezbollah.

Os Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo-quadro tripartite para buscar uma solução para o conflito armado em andamento entre israelenses e libaneses. O documento foi firmado no Departamento de Estado americano, em Washington, pelos representantes dos dois países: o enviado israelense Yechiel Leiter, a embaixadora libanesa Nada Hamadeh Moawad e o conselheiro do órgão Daniel Joseph Holler. A cerimônia contou com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

"Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o Governo soberano do Líbano e o Governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América", declarou Rubio. "Este acordo começa a estabelecer as bases para uma paz e uma segurança duradouras; é isso que essas duas nações merecem."

Rubio afirmou, também, que o acordo representa apenas o início de um processo de negociação. Segundo ele, ainda há desafios importantes pela frente para alcançar uma solução definitiva. As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, ocorreram durante quatro dias em Washington e não tiveram participação direta do Hezbollah.

Após a assinatura, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo representa um "grande golpe contra o Irã" e declarou que Israel manterá suas tropas na chamada faixa de segurança no sul do Líbano até que o Hezbollah seja desarmado.

Segundo Netanyahu, o Exército libanês poderá assumir o controle de áreas específicas da região, incluindo duas zonas consideradas experimentais, mas Israel não permitirá o retorno de moradores libaneses ou integrantes do Hezbollah às áreas atualmente sob controle israelense. Para o premiê, o acordo demonstra que "não haverá espaço" para o Irã ou para o grupo xiita no país.

O governo libanês, por outro lado, apresentou o acordo como um passo para recuperar a soberania territorial. A representante do Líbano nas negociações afirmou que o objetivo é alcançar uma cessação permanente das hostilidades, permitir o retorno da população às áreas afetadas e garantir segurança para os dois lados.

O Hezbollah rejeitou as negociações e classificou o processo como uma ameaça à soberania do Líbano. O líder do grupo, Naim Qassem, afirmou que Israel deve deixar o território libanês "sem condições" como requisito para qualquer avanço em direção à paz. O deputado Hassan Fadlallah, integrante do movimento, disse que as medidas adotadas pelas autoridades libanesas representam concessões unilaterais.


Por Sputinik Brasil