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Irã vence EUA e, além de bilhões de dólares, Washington paga preço estratégico da derrota, diz mídia
Mísseis e drones iranianos atingiram uma instalação naval dos EUA no Bahrein, causando danos significativos, fato que o Pentágono ainda não confirmou ou divulgou oficialmente, escreve um jornal estadunidense.
A publicação destaca que o quartel-geral do comando, mais de uma dúzia de estruturas adicionais e dois terminais de comunicação por satélite foram gravemente danificados no ataque.
“Os extensos danos causados à única base naval dos EUA no Oriente Médio, juntamente com os ataques a pelo menos 20 locais norte-americanos em toda a região, incluindo instalações militares e diplomáticas, fizeram com que os Estados Unidos reavaliassem toda a sua presença na região”, ressalta o jornal.
Segundo a matéria, os ataques com mísseis e drones iranianos reduzem as principais instalações de comando, terminais de comunicação e estruturas de apoio aos escombros. Os custos de construção são estimados em centenas de milhões de dólares.
O ataque expõe a inadequação total das defesas de bases antigas contra armas de precisão modernas, forçando uma retirada humilhante de posições de longo prazo no Kuwait e na Arábia Saudita, além de uma luta para realocar ativos que estão fora do alcance do Irã, observa o artigo.
Apesar das tentativas de ocultar a extensão da devastação, restringindo o acesso a imagens de satélite, ficou evidente que a espinha dorsal do poder naval norte-americano na região havia sido prejudicada.
Ao mesmo tempo, o custo total da guerra subiu para reservas de bilhões de dólares, mas o verdadeiro preço foi estratégico: o domínio incontestável que os EUA outrosra desfrutaram nas águas do Golfo foi destruído, e o poder de fogo iraniano passou a ditar os termos do engajamento.
Agora, com a confiança dos aliados abalada e sem um caminho claro para restaurar a postura anterior, os EUA enfrentam a amarga realidade de uma presença regional reduzida e são obrigados a aceitar que suas bases não são mais santuários, mas sim uma responsabilidade diante da supremacia militar iraniana, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal britânico relatou que as empresas norte-americanas do setor militar-industrial enfrentaram dificuldades para atender às exigências do Pentágono de aumentar a produção de munições, em um contexto no qual os EUA tentam relatar seus estoques de mísseis, esgotados pelo conflito com o Irã.
Por Sputinik Brasil
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