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Williams, do Fed, vê EUA absorvendo impactos da guerra no Oriente Médio e alerta para inflação
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, afirmou nesta quinta-feira, 25, que a guerra no Oriente Médio segue elevando "riscos e incertezas" para a economia, e reiterou que é "imperativo" que o banco central devolva a inflação à meta de 2%.
"A boa notícia é que, até agora, a economia dos EUA tem absorvido esses choques e se mantido resiliente em meio à incerteza", disse Williams, em discurso preparado para o Simpósito Grane Money Fund. "A alta da inflação é refletida nos preços elevados de energia e commodities em razão do conflito no Oriente Médio e a demanda robusta dos investimentos em inteligência artificial (IA)", acrescentou.
Williams também destacou que o mercado de trabalho continua sólido e "resiliente", reforçando o cenário-base de atividade ainda firme. Em suas projeções, ele vê a economia americana crescendo cerca de 2,25% e a taxa de desemprego recuando para 4% em 2028.
Sobre o funcionamento dos mercados, Williams indicou que o banco central ajustará as compras ligadas à gestão de reservas "conforme necessário", com o objetivo de manter a estabilidade do sistema financeiro. Ele ressaltou ainda que as operações permanentes de repo são uma ferramenta importante para conter pressões de alta sobre as taxas de juros de curto prazo.
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