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Picchetti nega alongamento do horizonte relevante pelo Copom

Diretor do Banco Central afirma que a avaliação sobre o primeiro trimestre de 2028 ocorreu em uma situação especial, sem mudança na estratégia do comitê

Estadao Conteudo 25/06/2026
Picchetti nega alongamento do horizonte relevante pelo Copom
Copom - Foto: Reprodução

O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, negou nesta quinta-feira, 25, que o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha feito um “alongamento” do horizonte relevante na última decisão, quando reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%.

“A gente não está alongando o horizonte relevante e não pretende fazer isso. Foi simplesmente uma situação muito especial que nos levou a chamar atenção para isso nesse conjunto de comunicados”, afirmou Picchetti, durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, divulgado nesta manhã.

Na última decisão, o Copom informou que a Selic necessária para levar o IPCA à meta no horizonte relevante, o quarto trimestre de 2027, poderia provocar volatilidade e resultar em inflação abaixo da meta por vários trimestres. Por esse motivo, o comitê avaliou trajetórias alternativas, tendo como referência o primeiro trimestre de 2028.

Picchetti acrescentou que o Copom não publica cenários alternativos em momentos como o atual, nos quais os condicionantes da inflação não apresentam estabilidade relevante. Segundo ele, o uso desse expediente limitaria os graus de liberdade do Banco Central e poderia sinalizar uma trajetória de juros que não é considerada a mais adequada pelo comitê.