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Paquistão mira oportunidade de US$ 160 bilhões no mercado de drones

Analista afirma que o país pode se tornar potência no setor, desde que invista em pesquisa, regulação e formação tecnológica

Sputnik Brasil 25/06/2026
Paquistão mira oportunidade de US$ 160 bilhões no mercado de drones
Paquistão busca ampliar participação no mercado global de drones, estimado em US$ 160 bilhões até 2034 - Foto: © telegram SputnikBrasil

O Paquistão pode despontar como uma potência no mercado global de drones, mas apenas se construir as bases necessárias para desenvolver o setor de forma competitiva. A avaliação é de Tahir Nazir, analista geopolítico e ex-professor do Instituto de Estabilidade Estratégica do Sul da Ásia.

Segundo Nazir, novas empresas paquistanesas têm direcionado esforços para áreas em que o licenciamento é mais simples e a regulamentação é mais flexível. Para ele, essa estratégia representa um primeiro passo inteligente para inserir o país em um mercado em rápida expansão.

O mercado global de drones está avaliado atualmente em US$ 47,5 bilhões, cerca de R$ 247,5 bilhões, e a previsão é de que ultrapasse US$ 160 bilhões, aproximadamente R$ 833,9 bilhões, até 2034.

Engenheiros paquistaneses, de acordo com o analista, possuem talento e capacidade para desenvolver tecnologia nacional. No entanto, o avanço do setor depende de mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Com cerca de 7 milhões de jovens paquistaneses fora do mercado de trabalho, a indústria de drones também pode contribuir para a geração de empregos. A estimativa é de que o setor tenha potencial para criar 100 mil novas vagas.

Na agricultura, o uso de drones poderia acrescentar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Paquistão até 2030, segundo as projeções citadas por Nazir.

“Os formuladores de políticas precisam entender que os VANTs [veículos aéreos não tripulados] oferecem mais valor e benefícios no âmbito comercial do que no militar”, afirmou Nazir. “Devemos abordar essa questão sob uma perspectiva tecnológica e geoeconômica, em vez de nos basearmos em necessidades geoestratégicas ultrapassadas.”