Geral
Justiça impõe novas restrições a Begoña Gómez em investigação por tráfico de influência
Esposa do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, deverá entregar o passaporte e comparecer ao tribunal duas vezes por mês
Um tribunal espanhol determinou que Begoña Gómez, esposa do presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, entregue seu passaporte, medida que a impede de deixar o país, segundo informações divulgadas pela imprensa. A decisão integra um conjunto de restrições impostas durante a audiência mais recente do processo que apura suposto tráfico de influência.
Além da entrega do documento, o juiz Juan Carlos Peinado determinou que Gómez compareça ao tribunal duas vezes por mês. O magistrado também manifestou preocupação com o papel da equipe de segurança designada à esposa de Sánchez, ao sugerir que agentes de segurança do Estado poderiam auxiliá-la em uma eventual fuga.
“Em determinado momento, esses agentes poderiam — seja por iniciativa própria ou cumprindo ordens de seus superiores — ser justamente aqueles a colaborar na ação ou ações tomadas para facilitar tal fuga, tornando, assim, impossível levar a acusada à Justiça”, noticiaram veículos de comunicação, citando declarações do juiz.
A decisão provocou indignação no Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e no governo, que classificaram a medida como infundada e motivada por razões políticas. A determinação ocorreu após audiência preliminar realizada em 15 de junho.
Peinado concordou em encaminhar o caso de Gómez a julgamento sob acusações de suposto tráfico de influência, corrupção nos negócios, apropriação indébita e desvio de verbas públicas.
Além da esposa de Sánchez, o julgamento incluirá sua assessora, Cristina Álvarez, acusada dos mesmos delitos, e o empresário Juan Carlos Barrabés, investigado por tráfico de influência e corrupção nos negócios.
A investigação sobre Begoña Gómez teve início em 2024, após denúncia apresentada pela organização Manos Limpias, que a acusou de corrupção nos negócios e de usar suas conexões para influenciar a adjudicação de contratos públicos. Posteriormente, novas linhas de investigação foram acrescentadas ao caso.
Durante as apurações, Gómez prestou depoimento ao juiz em diversas ocasiões na condição de investigada. Ela nega todas as acusações e sustenta que o processo tem motivação política.
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