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Falso alerta da Defesa Civil atingiu ao menos 30 milhões em sete estados e no DF

Sistema nacional de notificações de desastres foi invadido; Polícia Federal e Anatel apuram o caso

Agência Brasil 20/06/2026
Falso alerta da Defesa Civil atingiu ao menos 30 milhões em sete estados e no DF
Sistema Defesa Civil Alerta foi invadido e disparou mensagens falsas a celulares em capitais

Usuários de telefonia móvel de ao menos sete estados, além do Distrito Federal, receberam mensagens falsas disparadas após a invasão do sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil, entre a noite desta sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20).

Conforme apuração da Agência Brasil, uma análise preliminar indica que os alertas chegaram a moradores de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Somadas, essas localidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas. Além das capitais, também foram enviados alertas para municípios menores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

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Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, informou que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez notificações diferentes.

“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.

O Cell Broadcast é a tecnologia usada pelo sistema Defesa Civil Alerta para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente aos celulares da população em áreas de risco. O recurso permite que os alertas cheguem de forma rápida, sem necessidade de aplicativo ou cadastro prévio.

De acordo com o secretário nacional, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba. Pouco depois, usuários de telefonia móvel de outras localidades começaram a receber as mensagens. Além do alerta sonoro, os textos mencionavam termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outros.

Segundo Wolff, a investigação conduzida pela Polícia Federal, em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil, deverá apontar se as mensagens foram enviadas por uma única pessoa ou por um grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também apura o caso.

A suspeita é de que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil nacional, responsável pela emissão dos alertas. Em nota, a Anatel informou que, até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.