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Colômbia decide presidência em segundo turno neste domingo

Progressista Iván Cepeda e conservador Abelardo de la Espriella defendem propostas opostas para segurança, economia e política externa

Estadao Conteudo 19/06/2026
Colômbia decide presidência em segundo turno neste domingo
O candidato presidencial Abelardo de La Espriella - Foto: Reprodução / Instagram

A Colômbia escolherá seu próximo presidente no segundo turno das eleições, neste domingo, 20. A disputa opõe o progressista Iván Cepeda ao conservador Abelardo de la Espriella, candidatos que apresentam projetos distintos para um país marcado por desafios fiscais, sociais e de segurança.

Senador e aliado político do atual presidente Gustavo Petro, que está inelegível para a reeleição, Cepeda promete aprofundar a agenda progressista do governo. Ele afirma que a oposição impediu Petro de implementar todos os seus projetos e defende a continuidade de soluções negociadas para o conflito armado interno.

De la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propõe uma ruptura com a atual administração. O conservador defende uma estratégia de linha dura contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais que ainda atuam no país.

A seguir, estão as principais propostas dos dois candidatos.

Segurança e negociações de paz

Cepeda não descarta a continuidade dos diálogos de paz. Segundo ele, as negociações devem respeitar a população civil e não podem ser usadas por grupos ilegais para ampliar sua capacidade militar.

De la Espriella, por outro lado, promete encerrar os esforços de diálogo e combater organizações criminosas com “a força das armas”, ampliando a capacidade militar com uso de tecnologia. Ele também prometeu construir “megaprisões”, inspiradas no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de quem é simpatizante.

Narcotráfico

Assim como Petro, Cepeda sustenta que a “guerra às drogas fracassou” sob o modelo proibicionista. Ele propõe levar ao Congresso regulamentações para cannabis, papoula e folhas de coca, com o argumento de superar abordagens que equiparam essas culturas à cocaína e à heroína.

De la Espriella defende a fumigação de plantações de coca com herbicidas. Ele também apoia a política antidrogas de Trump, incluindo o bombardeio de embarcações suspeitas de tráfico de drogas. “Qualquer barco que sair carregado de drogas, darei a ordem para afundá-lo com as pessoas a bordo”, disse à Associated Press.

Economia

O próximo governo colombiano terá de lidar com problemas fiscais. Em 2025, o déficit primário — diferença entre receitas e despesas — foi de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior dos últimos 30 anos, excluídos períodos de crise, segundo o Comitê Autônomo da Regra Fiscal.

De la Espriella defende um ajuste fiscal com redução do tamanho do Estado em até um quarto. Ele promete construir uma “nação milagrosa”, com crescimento econômico de 7%. Sua proposta inclui redução da carga tributária sobre empresas e simplificação da legislação para estimular investimentos e a atividade econômica. O candidato também é favorável ao avanço do fraturamento hidráulico, conhecido como fracking.

Cepeda afirma que buscará reduzir desigualdades por meio de programas sociais. Ele atribui ao modelo neoliberal o aprofundamento das disparidades sociais e defende sua superação com a redução do extrativismo, do emprego precário e da concentração de renda. O candidato diz que, por meio de um acordo com setores sociais e econômicos, pretende revisar o sistema tributário para elevar impostos sobre grandes fortunas. Petro tentou aumentar tributos, mas teve duas reformas fiscais rejeitadas pelo Congresso.

Relações internacionais

Petro mantém relação tensa com o governo dos Estados Unidos desde o retorno de Trump, em razão de divergências sobre migração, segurança e combate ao narcotráfico.

Cepeda declarou que pretende manter relações com os Estados Unidos, principal parceiro comercial da Colômbia, mas afirma que defenderá a soberania nacional e priorizará a cooperação com países da África e da Ásia.

O progressista também questionou a captura de Nicolás Maduro e defendeu a manutenção das relações com a Venezuela. Já De la Espriella celebrou a operação e afirmou que a relação com o país vizinho será mediada pelo governo norte-americano.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.