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Júri de PMs acusados pela morte de Gritzbach começa na segunda-feira

Três policiais militares presos serão julgados em Guarulhos; sessão deve durar cerca de cinco dias

Agência Brasil 19/06/2026
Júri de PMs acusados pela morte de Gritzbach começa na segunda-feira
Júri de policiais acusados pela morte de Vinicius Gritzbach será realizado em Guarulhos

Três policiais militares acusados de participação no assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach serão julgados por júri popular a partir da próxima segunda-feira (22). O julgamento ocorrerá no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, com previsão inicial de duração de aproximadamente cinco dias.

Serão julgados o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três estão presos.

Além da morte de Gritzbach, eles também são acusados pelo assassinato do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos disparos, e pelos ferimentos causados a duas pessoas atingidas por estilhaços. A execução do empresário ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Gritzbach era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser assassinado, ele havia firmado delação premiada com o Ministério Público, na qual citou nomes de pessoas ligadas ao PCC e também acusou policiais de corrupção.

Notícias relacionadas: Gilmar Mendes manda soltar delegado investigado no caso Gritzbach; STJ mantém prisão de policiais por envolvimento no caso Gritzbach; Motivação do assassinato de Gritzbach foi sua delação, diz DHPP.

Júri popular

O júri popular é um órgão especial da Justiça, previsto na Constituição, com competência para julgar crimes dolosos contra a vida. Nesse tipo de julgamento, sete jurados são selecionados entre a população e ficam responsáveis por decidir se os réus são culpados ou inocentes.

A sessão começa com a escolha dos sete jurados. Em seguida, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação. O Ministério Público será representado pelos promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes. Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento.

Na etapa seguinte, os três réus serão interrogados. Depois, ocorre a fase de debates, com as sustentações da acusação e da defesa. Somente então os jurados se reunirão para decidir se os policiais serão condenados ou absolvidos.

Inquérito

Em março do ano passado, a Polícia Civil concluiu a investigação sobre o assassinato de Gritzbach e indiciou seis pessoas. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por vingança e pelo fato de o delator ter mandado matar dois aliados de lideranças do grupo criminoso na região metropolitana de São Paulo.

Na ocasião, foram indiciados Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, apontado como líder do PCC e mandante do crime; Diego dos Santos Amaral, o Didi, também identificado como liderança da facção e mandante; Kauê do Amaral Coelho, acusado de monitorar o delator e avisar os executores; além dos policiais militares Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues, apontados como executores.

Emílio Castilho e Diego Amaral estão foragidos e respondem a processo separado. O processo de Kauê do Amaral Coelho também foi desmembrado e ele não será julgado nesta etapa.

Os três policiais estão presos no Presídio Militar Romão Gomes e serão submetidos ao júri popular. De acordo com a acusação do Ministério Público, o cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues teriam usado fuzis para matar Gritzbach. Já o tenente Fernando Genauro teria levado a dupla de carro até o local da execução e, depois, ajudado os criminosos a fugir.

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