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Justiça bloqueia contas do CV por movimentação de R$ 1 bilhão; 28 suspeitos são presos
Ação da Polícia Civil do Ceará cumpriu mandados em oito estados contra investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu, nesta quinta-feira (18), 28 pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Estado. A Operação Torniquete cumpriu 46 mandados de prisão por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Do total de mandados cumpridos, 18 alvos já estavam presos, enquanto outros 28 foram detidos durante a ofensiva policial.
O grupo criminoso é suspeito de movimentar ao menos R$ 1 bilhão. As contas utilizadas nas operações financeiras foram bloqueadas pela Justiça.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Rio de Janeiro, Tocantins e Rio Grande do Norte.
Além das 28 prisões realizadas, 15 alvos com mandados de prisão preventiva seguem sendo procurados. A ofensiva interestadual tem como objetivo desarticular a atuação do Comando Vermelho na região Norte do Ceará e em outros estados do País.
A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Somente no Ceará, 41 decisões judiciais foram cumpridas pelos agentes. As investigações também resultaram na apreensão de armas de fogo, munições, 15 veículos — alguns deles de luxo — e aproximadamente R$ 100 mil em espécie, além do sequestro de cinco imóveis.
Dois advogados foram alvos
Entre os alvos da operação estão dois advogados investigados por suposta participação no esquema criminoso. Um deles foi preso em Fortaleza pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a investigação, o advogado teria participação direta na movimentação financeira do grupo. O segundo advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão. O escritório utilizado pelos investigados também foi alvo das diligências policiais.
As investigações apontam ainda que o grupo criminoso possuía uma sofisticada estrutura de movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
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