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Cacique Raoni é transferido de Mato Grosso para São Paulo

Líder indígena seguirá tratamento no Hospital São Paulo, da Unifesp, após melhora das funções intestinais e renais

Agência Brasil 19/06/2026
Cacique Raoni é transferido de Mato Grosso para São Paulo
Cacique Raoni foi transferido de Sinop (MT) para São Paulo para dar continuidade ao tratamento médico

O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi transferido às 11h30 desta sexta-feira (19) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no norte de Mato Grosso, para o Hospital São Paulo, unidade da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O líder indígena estava internado desde o último dia 14 e dará continuidade ao tratamento na capital paulista.

Segundo boletim médico, Raoni apresentou melhora das funções intestinais e renais e permanece lúcido, consciente e orientado. Ele respira espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico, e recebe alimentação por meio de nutrição parenteral, administrada por via intravenosa.

A decisão pela transferência foi tomada após avaliação criteriosa e alinhamento entre as equipes médicas dos dois hospitais, conforme informaram os profissionais responsáveis pelo caso.

“O objetivo é assegurar a continuidade da assistência em unidade de referência para o acompanhamento cirúrgico do paciente”, diz o boletim médico.

Raoni viajou em um avião disponibilizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com apoio e mobilização de instituições federais e estaduais. Durante todo o trajeto, o cacique foi acompanhado pelo médico Douglas Yanai, integrante da equipe assistencial do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros.

O planejamento da transferência também contou com a participação de Douglas Antônio Rodrigues, médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp e responsável pelo acompanhamento da saúde do cacique Raoni há décadas.

No Hospital São Paulo, o acompanhamento será conduzido por Franz Robert Apodaca Torrez, médico cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já monitorava a evolução do caso em articulação com as equipes médicas envolvidas.

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