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PicPay e BRB são alvos de ação contra suposta fraude na folha do DF

MPDFT cumpre 50 mandados em três estados para apurar descontos irregulares ligados a contratos antigos de crédito consignado

Agência Brasil 19/06/2026
PicPay e BRB são alvos de ação contra suposta fraude na folha do DF
Operação investiga supostas fraudes em descontos de consignados na folha de servidores do DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, nesta sexta-feira (19), uma operação para investigar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal.

A suspeita é de que contratos antigos de crédito consignados tenham gerado descontos irregulares em contratos públicos distritais, beneficiando empresas particulares, associações e servidores públicos.

Entre os alvos dos 50 mandados judiciais de busca e apreensão cumpridos em Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), estão o banco digital PicPay e seu presidente-executivo, Eduardo Chedid Simões, além do Banco de Brasília (BRB), instituição financeira estatal cujo maior acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF).

Também foram alvos de mandatos expedidos pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) a Secretaria de Economia do Distrito Federal, associações de servidores e pessoas físicas, incluindo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Costa é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostos crimes envolvendo executivos do Banco Master contra o Sistema Financeiro Nacional, com a colaboração de políticos e agentes públicos. Ele está preso desde abril deste ano.

Em nota, a Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que promotores e policiais civis apreenderam equipamentos de trabalho usados ​​por servidores de massa. Segundo o órgão, os acordos para concessão de empréstimos consignados sob suspeita foram firmados em gestões anteriores.

“A secretaria esclarece que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos, e não a atuação institucional da pasta”, informou o órgão distrital. A secretaria afirmou ainda que colabora com as investigações, prestando apoio ao cumprimento das diligências e à recolha dos materiais solicitados pelo MPDFT e pela Justiça.

O PicPay afirmou que não há irregularidade em suas operações e rejeitou as alegações de que promoveria cobranças indevidas em créditos consignados contratados por servidores públicos do Distrito Federal.

“O valor antecipado foi disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele [servidor] mesmo, no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”, declarou o banco. A instituição também garantiu que seus produtos sigam as normas vigentes e passem por mecanismos rigorosos de controle e supervisão.

A empresa informou ainda que continuará colaborando com as autoridades e disse confiar que a regularidade de sua atuação será confirmada.

Até a publicação da reportagem, a assessoria do BRB não havia respondido à tentativa de contato da Agência Brasil , que também não conseguiu contato com Eduardo Chedid Simões ou com seus advogados.

A defesa do ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, afirmou que ainda não teve acesso aos automóveis e que se manifestará após tomar conhecimento das novas suspeitas contra seu cliente.