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MPDFT mira ex-presidente do BRB e PicPay por descontos de servidores

Investigação apura suposto uso de descontos em contracheques de servidores do DF para viabilizar operações financeiras irregulares

Estadao Conteudo 19/06/2026
MPDFT mira ex-presidente do BRB e PicPay por descontos de servidores
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) , do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagraram na manhã desta sexta-feira (19) a Operação Juros Zero . A investigação apura um suposto esquema que teria usado descontos diretos em contracheques de servidores públicos do Distrito Federal para viabilizar operações financeiras irregulares.

Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do Distrito Federal; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB e alvo da Operação Compliance Zero; e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indicado pela CPMI dos Descontos Indévidos do INSS.

A defesa de Paulo Henrique Costa foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento do texto. O Estadão e o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, também buscaram contato com os demais denunciados e solicitaram manifestação do PicPay sobre a operação.

O PicPay negociou irregularidades nas operações mencionadas na investigação do Ministério Público sobre supostos descontos indevidos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal.

Em nota, a empresa afirmou que “não confirmou qualquer irregularidade” e rejeitou a alegação de cobranças indevidas. Segundo o PicPay, o valor antecipado foi disponibilizado no próprio cartão do cliente, após solicitação feita pelo usuário no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade.

Ao todo, são cumpridos 50 mandatos de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo.

Entre os alvos da operação está o BRB, responsável pelo pagamento dos servidores; a Secretaria de Economia do Distrito Federal; o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF); o PicPay; e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Gaeco.