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Dólar recua após alta, em sessão de poucos negócios com feriado nos EUA

Moeda americana acompanha queda do DXY, enquanto investidores aguardam a ata do Copom e novos dados de inflação no Brasil

Estadao Conteudo 19/06/2026
Dólar recua após alta, em sessão de poucos negócios com feriado nos EUA
Dólar - Foto: Reprodução

O dólar opera em leve baixa ante o real nesta quinta-feira, acompanhando a desvalorização do índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente às principais divisas globais. O movimento ocorre após a forte alta provocada pelo tom mais duro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

No Brasil, depois dos ruídos gerados pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado aguarda a divulgação da ata da reunião, prevista para a próxima terça-feira. Na véspera, o dólar à vista subiu 1,32%, cotado a R$ 5,1752, acumulando alta de 2,62% em junho, mas ainda com queda de 5,7% em 2026.

No exterior, o acordo entre Estados Unidos e Irã alivia parte da pressão sobre o petróleo. Ainda assim, o adiamento das negociações e os ataques de Israel ao Líbano mantêm o cenário de incerteza. A liquidez nos mercados é reduzida pelo feriado de Juneteenth nos Estados Unidos.

A acomodação do petróleo, na faixa de US$ 80, ajuda a aliviar parte das pressões, mas a volatilidade segue como um vetor relevante para o câmbio. O mercado monitora tanto os impactos sobre a inflação global quanto os efeitos sobre moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.

No mercado doméstico, é esperado o anúncio de medidas do governo para combater o mercado ilegal de apostas esportivas. Embora o tema tenha impacto limitado sobre o câmbio, investidores acompanham possíveis reflexos na arrecadação e no quadro fiscal. A próxima semana também entra no radar, com a divulgação da ata do Copom, do Relatório de Política Monetária (RPM) e do IPCA-15 de junho.

Mais cedo, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou a Operação Juro Zero para investigar um suposto esquema de operações financeiras irregulares com descontos em folha de servidores do Distrito Federal. Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS.

A operação também tem como alvos o BRB e o PicPay. Ao todo, 50 mandados de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal, em São Paulo e em Curitiba.

Na política, pesquisa RealTime Big Data no Tocantins mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Em eventual segundo turno, Flávio aparece com 41% das intenções de voto, ante 40% de Lula.

Nos Estados Unidos, levantamento AP-NORC aponta que 65% dos americanos desaprovam a condução de Donald Trump em relação ao Irã, mesmo após o acordo preliminar de paz. A aprovação geral do presidente permaneceu em 37%, sem alteração em relação a maio.

No Reino Unido, Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, voltou ao Parlamento após vencer uma eleição suplementar nesta quinta-feira. Ele pretende desafiar Keir Starmer para se tornar o próximo primeiro-ministro do país.

Na Rússia, o Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, citando desaceleração gradual da inflação. A autoridade monetária sinalizou que poderá realizar novos cortes, a depender da evolução dos preços, das expectativas inflacionárias e das condições econômicas internas e externas.