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Especialista destaca hábitos para ajudar a prevenir contaminação alimentar

Consumo de alimentos contaminados pode causar náuseas, vômitos, diarreia, febre e dores abdominais

Marcos Antonio da Silva Nascimento 19/06/2026
Especialista destaca hábitos para ajudar a prevenir contaminação alimentar

Alimentos contaminados podem representar um risco silencioso à saúde, sendo responsáveis por uma série de doenças, desde desconfortos gastrointestinais a quadros mais graves. Por isso, garantir que as comidas estejam livres de contaminantes físicos, químicos ou biológicos é essencial para prevenir danos e promover qualidade de vida no dia a dia.

De acordo com Thiago Marques, nutricionista e professor do curso de Nutrição da UNINASSAU Maceió, os riscos associados ao consumo de alimentos contaminados são diversos. “Pode causar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, febre e dores abdominais. Em grupos mais vulneráveis, caso de crianças, gestantes, idosos e imunossuprimidos, as complicações costumam ser mais graves. Há a possibilidade de resultar em hospitalizações e até óbito”, explica.

Entre os erros mais frequentes ao armazenar alimentos em casa estão deixar itens perecíveis fora da geladeira por longos períodos, armazenar comidas cruas e prontos para consumo no mesmo local, não respeitar a validade dos produtos e manter a geladeira com temperatura inadequada. “Essas práticas favorecem a multiplicação de microrganismos e aumentam o risco de contaminação. Alguns sinais podem indicar deterioração. Por exemplo, odor desagradável, alteração na cor, textura diferente da habitual, presença de mofo ou embalagem estufada”, destaca o nutricionista.

É fundamental verificar a data de validade e as condições de armazenamento recomendadas pelo fabricante. Quando houver dúvida sobre a qualidade, o mais seguro é descartá-lo. “Sobre a higienização de frutas, verduras e legumes, é preciso lavá-los em água corrente para remover sujeiras visíveis. Em seguida, recomenda-se a desinfecção com solução clorada (pode usar o hipoclorito, liberado nos postos de saúde) adequada para alimentos, seguindo as orientações quanto à diluição e ao tempo de contato. Após esse processo, devem ser enxaguados novamente antes do consumo”.

Segundo o profissional, a contaminação cruzada pode ser evitada mantendo alimentos crus separados dos prontos para consumo, utilizando utensílios e tábuas diferentes para cada tipo e higienizando corretamente as mãos, superfícies e equipamentos durante o preparo. Essas medidas reduzem significativamente o risco de transmissão de microrganismos.

As famílias podem adotar hábitos mais seguros para colocar em prática no dia a dia, como lavar as mãos antes de manipular alimentos e higienizar adequadamente frutas e hortaliças. “Outras indicações são respeitar as condições de armazenamento, manter a geladeira organizada e em temperatura adequada, verificar prazos de validade e evitar consumir itens com sinais de deterioração. Pequenas mudanças contribuem de forma significativa para a prevenção de doenças e a promoção da saúde”, finaliza Thiago Marques, docente do curso de Nutrição da UNINASSAU Maceió.

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