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Custo da logística marítima global dispara com guerra no Oriente Médio, aponta portal
Alta do combustível marítimo leva armadoras a adotar sobretaxas emergenciais e pressiona rotas comerciais em todo o mundo
O agravamento do conflito no Oriente Médio provocou uma alta acentuada nos preços dos combustíveis marítimos e levou companhias de navegação a aplicar sobretaxas de emergência, elevando os custos de transporte em rotas comerciais de alcance global, segundo o portal Oil Price.
De acordo com a publicação, as importações em contêineres registraram crescimento, impulsionadas pelas expectativas de aumento nos custos dos combustíveis e pelos possíveis reajustes nas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos importados.
"A guerra no Oriente Médio abalou o transporte marítimo global, elevando o custo do combustível de bunker, alterando as rotas comerciais e forçando transportadoras e seus clientes de carga em contêineres a se adaptarem a uma nova realidade", destacou o portal.
Segundo a reportagem, o conflito gerou fortes perturbações nos mercados de combustível marítimo, com preços em níveis elevados e escassez regional de abastecimento.
O cenário obrigou alguns operadores a redirecionar cargas e volumes adicionais de combustível para portos estratégicos de abastecimento fora das áreas mais afetadas pela instabilidade.
Em resposta aos choques na oferta e ao aumento dos custos de distribuição, operadoras de navios passaram a implementar sobretaxas emergenciais de combustível em diferentes rotas comerciais, com o objetivo de cobrir despesas operacionais consideradas fora do padrão.
Líderes do setor classificaram o impacto financeiro como extraordinário, tanto pela escala quanto pela velocidade, com custos adicionais semanais que podem chegar a dezenas de milhões de dólares para grandes transportadoras.
Para compensar essas despesas crescentes, companhias marítimas vêm incorporando fatores de ajuste flutuantes de abastecimento aos contratos anuais de carga, transferindo parte do ônus aos embarcadores.
Diante das incertezas, varejistas e fabricantes anteciparam seus cronogramas de importação para tentar evitar o impacto combinado das sobretaxas mais altas e de eventuais aumentos tarifários, além de garantir estoques em meio à instabilidade no Oriente Médio e à pressão sobre pontos críticos do transporte marítimo.
Anteriormente, um veículo de imprensa ocidental informou que a produção de petróleo bruto entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) caiu para o menor nível em uma geração, chegando a 16,13 milhões de barris por dia, o volume mais baixo desde 2000.
Segundo o material, a média atual também é inferior ao patamar de produção da OPEP no auge das medidas de isolamento social adotadas durante a pandemia de coronavírus, quando os cortes foram motivados pelo colapso da demanda.
Por Sputnik Brasil
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