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Trump surpreende assessores ao assinar acordo com o Irã em Versalhes, diz jornal
Segundo o Wall Street Journal, cerimônia estava prevista para ocorrer na Suíça, mas o presidente dos EUA decidiu formalizar o memorando durante jantar na França.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu parte de seus assessores ao decidir assinar um memorando de entendimento com o Irã durante um jantar no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, informou nesta quinta-feira (19) o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto.
A cerimônia oficial de assinatura estava prevista para sexta-feira (20), na Suíça, mas Trump optou por formalizar o acordo um dia antes.
“Ele decidiu inesperadamente assinar o acordo com o Irã durante um jantar no Palácio de Versalhes, perto de Paris, surpreendendo alguns de seus assessores, que planejavam um evento separado para a assinatura na sexta-feira”, afirmou o jornal.
A expectativa era de que a delegação norte-americana na reunião da Suíça fosse liderada pelo vice-presidente JD Vance. No entanto, a Casa Branca informou que a viagem de Vance, prevista para o fim da semana, foi cancelada.
Na quinta-feira (18), Irã e Estados Unidos assinaram remotamente um memorando que prevê o encerramento do conflito militar iniciado em 28 de fevereiro. O documento também estabelece prazos para a retirada do bloqueio naval imposto pelos EUA e para a normalização da navegação iraniana no Estreito de Ormuz.
Além disso, Teerã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares. A questão do programa nuclear iraniano deverá ser tratada em um acordo separado, com negociações previstas para os próximos 60 dias. A expectativa é que o processo resulte também na suspensão das sanções impostas ao país.
Composto por 14 pontos, o texto estabelece um cessar-fogo imediato e permanente das operações militares. A repórteres, Trump afirmou que a data não é rígida e pode ser estendida caso Teerã demonstre cooperação. Caso contrário, segundo ele, ações militares poderão ser retomadas.
Trump também afirmou que o Irã poderá continuar desenvolvendo mísseis balísticos. Ele argumentou que outros países da região mantêm arsenais, como Arábia Saudita e Catar, e que não haveria problema em o Irã possuí-los “proporcionalmente”.
Por Sputnik Brasil
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