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Como os EUA tentam conter o avanço da China no cenário global

Especialistas avaliam que a disputa entre Washington e Pequim envolve tecnologia, comércio, infraestrutura e influência internacional.

Sputnik Brasil 18/06/2026
Como os EUA tentam conter o avanço da China no cenário global
EUA intensificam ações para conter avanço da China em tecnologia, comércio e influência global - Foto: © telegram SputnikBrasil

Enquanto a China busca consolidar sua influência no comércio global e fortalecer sua posição como principal potência emergente do século XXI, os Estados Unidos ampliam esforços para conter o avanço de Pequim em diferentes frentes.

À Sputnik Brasil, Pedro Martins, doutorando em Relações Internacionais e pesquisador do Laboratório de Estudos de Ásia (Lab.Ásia) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avalia que a ascensão chinesa desafia a liderança dos Estados Unidos, mas não representa, necessariamente, uma ameaça à ordem internacional criada após a Segunda Guerra Mundial.

Segundo Martins, diferentemente do período da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam influência com base em projetos ideológicos antagônicos, o embate atual está mais relacionado à liderança de uma ordem já consolidada do que à sua substituição.

Já Gustavo Alejandro Cardozo, doutor em Desenvolvimento Regional e pesquisador sênior do Observa China, afirma que os Estados Unidos enxergam a China como o “único competidor com intenção e capacidade de remodelar o contexto internacional”. Ele lembra que o contraste entre a crise financeira de 2008, que atingiu fortemente o Ocidente, e o crescimento chinês abriu espaço para o acirramento dessa disputa.

Na avaliação de Cardozo, a estratégia norte-americana vai além da esfera militar e envolve ações coordenadas para limitar o avanço chinês em setores considerados estratégicos.

Entre os exemplos, o pesquisador cita a política de contenção no Indo-Pacífico, construída em parceria com aliados como Austrália e Nova Zelândia, além de iniciativas voltadas à área tecnológica, como o CHIPS and Science Act, aprovado em 2022.

De acordo com Cardozo, a disputa entre Washington e Pequim também abrange infraestrutura, inovação e cadeias produtivas globais.